sexta-feira, 8 de agosto de 2014

" navios e navegação "



 Rumos

As ordens dadas por um comandante devem ser repetidas e obedecidas rapidamente. Por exemplo:
« arribar » ou « orçar uma quarta »
Os rumos podem ser referidos quanto ao lado esquerdo do barco (bombordo), ou ao direito (estibordo), ou para a frente (à proa), ou para trás (à popa). O lado do navio resguardado do vento chama-se sotavento; o lado de onde o vento sopra é o lado de barlavento.
As manobras medem-se em graus (até 180º em cada lado do navio) ou em quartas (ângulos de 11º 15' na rosa-dos-ventos. As posições para bombordo e para estibordo estão divididas em quatro quartos cada uma com quatro quartas.
Mostra-se aqui estes quartos sempre em relação à proa do navio; refere-se ao ângulo tomado pelo vento em relação ao barco à vela.   
 

As velas
Existem dois tipos principais de velas, que frequentemente se usam , as velas redondas são de propulsão que normalmente envergam em vergas atravessadas com o mastro para aproveitar os ventos de feição. As velas latinas dispõem-se longitudinalmente com a testa envergada num mastro ou num estai. O testa da vela pode envergar numa carangueja enquanto a esteira enverga numa retranca. Muitas armações como o Ketch, a escuna e o patacho evoluíram segundo as necessidades locais. As velas são feitas de panos cosidos uns aos outros com ourelas sobrepostas, de forma a resistirem mais aos ventos violentos. Os tecidos usados tradicionalmente são o algodão e o linho; actualmente, tornou-se comum o uso de tecidos sintéticos.
*arte de uma vela – testa de uma vela:
Pano da vela, botão, patola da testa, tralha, pena, sapatilho redondo, garruncho, ilhós, punho da pena, valuma, bainha de pontos d costura, tecido sintético, forra da tralha, costura de estoque

Navegação
Navegar é a arte de levar com segurança um navio entre dois pontos definidos pela latitude e longitude. Em tempos recuados os navegadores serviam-se de marcos para se direccionarem, enquanto o marinheiro que estava de quarto se servia de uma ampulheta para saber durante quanto tempo se navegou num determinado rumo indicado pela bússola.
O sextante, como a balestilha e o astrolábio, permitia aos navegadores obterem a sua latitude através do ângulo entre dois objectos conhecidos, ou entre um corpo celeste e o horizonte. O cronómetro permitia calcular com precisão a longitude, através da comparação da hora local com a hora de Greenwich (longitude 0º) . No mar para conhecer a velocidade e a distância percorrida rebocava-se à popa uma barca de patente

Pilotagem
Navegar, usando pontos de referência conhecidos junto à costa ou em pontos, tem o nome de pilotagem. Os navegadores usam determinados instrumentos , como a bússola e as sondas, que servem para garantir que se navega numa rota segura. Na bússola um íman é atraído pelo Norte magnético. Uma rosa-dos-ventos é constituída por um círculo de papel assente sobre pequenas barras de aço magnetizado: a circunferência é dividida em graus de 0º a 360º e quadrantes, os quais indicam o rota do navio. A bússola é colocada na bitácula. Esta é formada por um pedestal de madeira onde se colocam os compensadores dos vários desvios da agulha provocados pela distorção magnética de um navio de aço. Actualmente na maioria dos navios usam-se dispositivos electrónicos para se saber a profundidade. No entanto, alguns navios ainda recorrem à linha de prumo, graduada em braças ou nós. Termos como «e meia» indicam fracções de uma braça. As bóias são flutuadores que assinalam perigos par a navegação e marcam os limites navegáveis de canais. O fim a quem se destinam determina-se pela sua forma, côr e sinais. Os faróis emitem clarões a uma cadência regular indicada nas cartas de navegação.    
Rosas dos Ventos
Nas cartas iluminadas, os rumos ou «linhas de rumo» eram desenhados, a cores, a partir de «rosas dos ventos», semelhantes às das agulhas de marear, e cada cartógrafo tinha o seu estilo próprio de desenhar essas «rosas».

O Norte destas «rosas» era representado por uma «flor de liz», símbolo empregado pelos portugueses e que depois se universalizou.
Também era uso representar o ponto cardeal «Leste» com outro símbolo, a maior parte das vezes, uma cruz, para indicar o lado do nascimento do Sol, isto é, o Oriente, donde naturalmente o termo «orientar».
A cruz a indicar o Leste de alguns mapas da Idade Média apontava, no Mediterrâneo, a Terra Santa. As cores das «linhas de rumo» nas cartas iluminadas eram as seguintes: a preto, os oito rumos principais cardeais e inter-cardeais, a verde, as oito meias partidas, e as dezasseis quartas, a vermelho.
Por exemplo a «ROSA» que figura no planisfério dito de «Cantino de 1502», não é da sua autoria nem o próprio planisfério pois trata-se de uma obra atribuída a portugueses.
Alberto Cantino foi um espião do Duque de Ferrara, Ercole d'Este, que agenciou a sua execução clandestina em Lisboa, a troco de 12 ducados, e daí o enviou ao seu senhor, em 1502.
Conserva-se na Biblioteca Extense de Módena (Itália).
In “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

CANADÁ é um nome Português



Dizem que o nome da nação Canadá,  "é uma palavra indígena que significa um “povoado Grande, pura invenção....
Revendo os mapas da cartografia portuguesa e os documentos antigos que se referem às Terras dos Bacalhaus, verificamos repetidas vezes que estas terras eram chamadas: Terras dos Cortes Reais, Terra do Labrador, Terra de Estêvão Gomes e Canadá!
João Vaz Corte Real era natural de Tavira, Algarve, Portugal, onde tinha propriedades chamadas Canada.
Perto de Tavira existe uma placa  na estrada indicando o primeiro local no Mundo chamado Canada.
A origem do nome Canadá vem do nome CANADA, das terras que eram propriedade dos Cortes Reais na cidade de Tavira, no Algarve, Portugal.
Canada é o nome dado a uma pequena ribeira com canas - daí o nome canada - mas que depois se expandiu para significar uma passagem estreita e ventosa.
Na ilha da Terceira, Açores, existem muitas canadas nomeadas pelos Cortes Reais. Estes navegadores fizeram a mesma coisa no Canadá.
Os educadores e historiadores do Canadá deviam verificar estes factos e ensinar a VERDADE à juventude canadiana e a todos os cidadãos canadenses, em vez de estarem a ensinar erradamente, favorecendo os colonos ingleses e franceses que chegaram muito tarde!
É realmente uma pena que os lusos canadianos não brandem aos céus e façam valer os seus direitos em reclamar na imprensa, rádio e TV do Canadá, afirmando que a primazia das descobertas daquela Nação foram feitas por portugueses idos dos Açores!
Todos os canadianos deviam ter orgulho na sua Pátria ter sido descoberta pelos portugueses, pois eles foram, sem dúvida, os campeões das descobertas marítimas mundiais!
(texto do Dr. Manuel Luciano da Silva, extraído do livro - Cristóvão Colon,[Colombo] era português)
Colon refere que membros da família Corte Real  descobriram a Terra do Bacalhau, Tierra de los Bacallao ou Terra Nova, antes de 1484, uma afirmação repetida por Las Casas e Hernando Colon
A primeira expedição de João Corte Real a Ocidente foi realizada em 1471.  Fez outras em companhia de Álvaro Martins Homem, 1473, e de Pedro de Barcelos, 1473-1475.
A descoberta da América ocorreu antes de 1474.
 1859   Kustmann Frederick
Nesse ano João Vaz Corte Real recebeu justamente como prémio por esse feito a capitania de Angra, ilha Terceira, Açores, e mais tarde a da ilha de S. Jorge,1483.
No século XVI, abundam testemunhos desta descoberta.
Gaspar Frutuoso, afirma que João Vaz Corte Real, em 1474, aportou à ilha Terceira vindo da "Terra dos bacalhaos", Terra Nova.
No Atlas de Vaz Dourado, carta 5ª., aparece o nome João Vaz a designar a Terra Nova, Canadá:  terra de João Vaz.
1576 Fernão Vaz Dourado, atlas universal
- D. Afonso V, por carta régia de 28/1/1474, concede a Fernão Teles qualquer ilha que  viesse a descobrir a ocidente, uma concessão que foi estendida no anos seguintes à ilha das Sete Cidades ou qualquer ilha habitada (10/11/1475). O objectivo desta expedição era prosseguir a rota do nordeste aberta, em 1452, por Diogo Teive. Este fidalgo, recorde-se, comprou aos herdeiros de Diogo Teive as ilhas das Flores e do Corvo (Açores).
As explorações portuguesas de inicio aparecem  ligadas à procura de bancos de bacalhau, depois foram realizadas de forma sistemática para tentar encontrar possíveis passagens a Norte do Atlântico para a Índia.
Colon afirma também que participou numa expedição, em 1476/77,  à Groenlândia organizada pelos reis da Dinamarca e de Portugal, a pedido de D. Afonso V, D. João II, e não de  D. Afonso V.
1519  Jorge Reiner
- Diogo Gomes, navegador do Infante D. Henrique, na relação que ditou a Martinho da Boémia, Martin Behaim, em 1482, declarou que os portugueses já haviam navegado pelo pólo árctico, onde haviam encontrado habitantes.
- " El Memorial Português de 1494". Neste importante documento descoberto no Arquivo Geral de Simancas e publicado em 1994, o seu autor revela sem margem para dúvidas que os portugueses conheciam antes de 1484, não apenas todo o Atlântico Norte, mas também a Terra Nova, Canadá, onde procuravam encontrar uma passagem para a Índia .
1506 Mapa Kustmann
- Fernão Dulmo cavaleiro e capitão da ilha Terceira e João Afonso do Estreito, recebem por carta régia de 3/3/1486, a capitania de "uma grande ilha, ilhas ou continente, que se suponha ser a ilha das Sete Cidades, e se situaria na Terra Nova. Partiria da Ilha Terceira, durante o mês de Maio. Previam encontrar habitantes, pelo que foi estabelecido que se a resistência fosse grande, o rei lhes daria apoio na pacificação dos indígenas. A concessão fala  num continente e não apenas de ilhas.  Hernando Colon, com base em apontamentos de Colon, regista também esta expedição.  A viagem  ocorreu em 1487.
1519 atlas náutico do mundo dito de Mille
A posição da Terra Nova estava perfeitamente localizada pelos portugueses, assim como a melhor altura para fazer a expedição por causa do gelo. A informação acabou por espalhar-se. Desde 1491, que os mercadores de Bristol armaram vários navios para encontrarem essas terras a ocidente.
- Uma carta existente na Biblioteca Nacional de Paris, anterior a 1492, atribuída por Charles de la Roncière a Colon, assinala a ilha das Sete Cidades ( três ilhas) a noroeste do arquipélago dos Açores. Numa legenda se diz que era  nesse tempo uma colónia portuguesa. A configuração das ilhas aproxima-se da Terra Nova. A sua posição coincide com a Terra Nova no mapa dito de Cantino. Os contornos da Gronelândia são muitíssimo mais correctos, do que os da Suécia ou Noruega.
- João Corte Real desapareceu em 1493, numa expedição à América. No ano seguinte, o seu filho Gaspar Corte Real inicia um conjunto de expedições ao novo continente para o encontrar, a última (?) foi realizada em 1500 por outros membros da sua família.
- A célebre carta do Dr. Monetário a D. João II, datada de 14/7/1493, atribuiu a este rei a glória de ter dado a conhecer a Gronelândia, cuja costa teria explorado em mais de 300 léguas.
1547 Diepe, Nicholas  Vallard
Entre 1491 e 1494 João Fernandes, o Lavrador e Pêro de Barcelos exploraram durante três anos a costa leste do Canadá, uma região que ficou conhecida por "Terra de Lavrador".
Colon no diário de Bordo, a 7/10/1492, assinala que marinheiros dos Açores viram a Ocidente ilhas de grandes dimensões.
Um facto confirmado por Alonso de Santa Maria, companheiro de Sebastián de Cabot entre 1526-1530 .
João Fernandes, o Labrador, logo depois de D. João II ter falecido (Out/1495), divulgou a descoberta da existência de terras a Ocidente ao rei de Inglaterra.
Este a 5/5/1496 contrata Jean Cabot para realizar uma expedição às terras que os portugueses haviam visto a Ocidente.
A expedição partiu de Inglaterra a 2/5/1497, tendo avistado a Terra Nova, levando a bordo vários portugueses, entre os quais João Fernandes.
Na segunda expedição de Cabot, veio a Lisboa em Março de 1498, para recrutar marinheiros e pilotos, um procedimento que terá feito também na expedição anterior.
A segunda expedição chegou apenas à Gronelândia.
D. Manuel I, numa carta régia datada de 28/9/1499, concede a João Fernandes Labrador, "morador da ilha Terceira", a capitania de qualquer ilha que viesse a descobrir na zona do Labrador, desde que não estivesse naturalmente dentro dos domínios espanhóis definidos no Tratado de Tordesilhas. O que se revelou uma impossibilidade.
D. Manuel I, em Julho de 1508, concedia uma carta de privilégio ao filho de Pero de Barcelos, em atenção aos serviços este havia prestado a Portugal "na armação e descobrimento da parte norte".
1529 Carta Universal Diogo Ribeiro
João Alvares de Fagundes descobre e explora a Nova Escócia, possivelmente em finais do século XV.
 Em 1500 parte uma importante armada, comandada por Gaspar Corte-Real (cavaleiro da Ordem de Cristo) para a Terra Nova, tendo o seu navio desaparecido com a respectiva tripulação. 
1563 Luís Lázaro
Os sobreviventes, em duas naus, regressaram a Lisboa trazendo consigo índios norte-americanos aprisionados. A descrição da chegada da primeira nau (8/10/1501) foi feita por um espião italiano - Pietro Pasqualigo. A segunda que chegou três dias depois foi feita por outro espião Alberto Cantino.
Para os resgatar foi enviada outra expedição para Ocidente, com duas naus, comandada pelo seu irmão Miguel Corte-Real (cavaleiro da Ordem de Cristo) que também desapareceu em 1502.
Regressou todavia uma nau, mas a que seguia Miguel perdeu-se.
Em 1503 D. Manuel I enviou uma nova expedição à América para os encontrar, mas esta regressou sem o ter avistado.
Não sabemos as regiões da costa norte-americana que estas expedições percorreram, mas uma já está identificada - a Baía de Narraganset (EUA).
Até ao século XVII, muitos foram os cartógrafos que assinalavam as regiões continentais do Canadá, como a Terra de Corte Real (terra de cortereal).
Num contexto de colaboração activa com a Inglaterra, a 19/5/1501, Henrique VII numa carta de patente, inclui João Fernandes Labrador entre os três escudeiros dos Açores que estavam associados a três ingleses que projectavam descobrir terras a Ocidente.
O problema destas expedições é que as mesmas facilmente constatavam que os territórios que descobriam pertenciam à Espanha, de acordo com os limites definidos pelo Tratado de Tordesilhas (1494), sendo as mesmas consideradas intromissões hostis. É neste sentido que os mapas na Terra Nova, dividiam simbolicamente as terras descobertas em duas partes, colocando apenas numa a bandeira de Portugal.
No final do século XV os portugueses já tinham cartografado a costa Atlântica do Canadá, incluindo-a nos seus domínios. Um facto que tem sido pouco divulgado, mas do qual existe ampla documentação, nomeadamente cartográfica.


Museu de Toronto quer provar que portugueses chegaram à América antes de Colon


"Sempre houve vestígios de que o navegador português João Vaz Corte-Real esteve no Canadá em 1473, 19 anos antes da chegada de Colombo à América do Norte", disse a presidente da instituição do Museu de Toronto, Canadá.

O Real Canadian Portuguese Historical Museum em Toronto, no Canadá, pretende reconhecer a presença portuguesa na América do Norte 19 anos antes da chegada de Cristóvão Colon ao continente americano, ou melhor às Ilhas das Caraíbas , anunciou a instituição.

Sempre houve vestígios de que o navegador português João Vaz Corte-Real esteve no Canadá em 1473, 19 anos antes da chegada de Cristóvão Colon  à América do Norte", que foi em Outubro de 1492, afirmou Suzy Soares, a presidente do Real Canadian Portuguese Historial Museum (RCPHM, sigla em inglês).

Alguns historiadores canadianos continuam, nos dias de hoje, a ter algumas dúvidas de que o antigo capitão-donatário de Angra (Açores) tenha estado onde hoje se localiza o Canadá, antes de 1492, mas em Portugal, para muitos estudiosos "é um dado adquirido", juntando agora os vários pontos de vista e provar de que João Vaz Corte-Real "passou realmente pelo Canadá antes de Colon". 

Todos sabem da existência da Pedra de Dighton, localizada em Berkley, Massachusetts (Estados Unidos), e que tem palavras escritas que só podem ser em português. No entanto a história é muito complexa, pois há sempre várias versões dos acontecimentos", sublinhou.

Suzy Soares estabeleceu como objectivo do museu ir à procura de mais provas e "reconhecer a descoberta da América" pelo navegador português João Vaz Corte-Real.


Real Canadian Portuguese Historical Museum está a comemorar o 30.º aniversário, e no dia 5 de Março de 2016, pelas 18:30 (23:30 de Lisboa)  homenageou ‘João Vaz Corte-Real' durante um jantar de gala.

No evento esteve  em exposição uma réplica de uma caravela com três metros de comprimento, utilizada pelo navegador na viagem até ao Canadá, e foi  apresentado ainda um busto de Corte-Real.

O primeiro-tenente Nuno Gonçalves da Marinha Portuguesa, chefe de investigação do departamento do Museologia, abordou  a presença portuguesa no Canadá.

Já o realizador Rui Bela apresentou o documentário ‘Memórias do Mar'.

O evento teve também o objectivo de "angariar apoio financeiro para dar continuidade ao trabalho do museu", que tem dado destaque à presença portuguesa na história do país.

A denominação da região e "mar do Labrador" no Canadá, é em homenagem ao navegador português João Fernandes Lavrador que em 1498, juntamente com Pedro Barcelos, explorou aquela região.

Mathieu da Costa, provavelmente de pai português e mãe africana, foi o primeiro afro-descendente de que há registo no Canadá (1600) e o português Pedro da Silva, foi o primeiro carteiro no Canadá (1673).

Joe Silvey (1853) um pioneiro na colonização da costa oeste do Canadá, um exemplo de miscigenação, porque tomou duas índias como esposas, é outra das referências portuguesas em terras do Canadá.

Calcula-se que existam no Canadá cerca de 550 mil portugueses e luso-descendentes, estando a grande maioria localizada na província do Ontário.

Terra do Labrador

O Labrador é uma das duas regiões que compõem a província canadiana de Terra Nova e Labrador. O Labrador localiza-se no continente, na Península de Labrador, enquanto que a Terra Nova é uma ilha, a sudeste da Terra Nova. A população do Labrador é actualmente de cerca de 30 000 habitantes. Destes, cerca de 20% são nativos americanos, entre Inuits, Innus, e Métis. Com uma área de 294 330 km², o Labrador possui um tamanho similar ao da Itália. 
1514, João de Lisboa, tratado de Marinharia 
O nome Labrador é um dos nomes de origem europeia mais antigas do Canadá, quase tão antiga quanto o nome Newfoundland (Terra Nova). A região do Labrador foi nomeada em homenagem ao explorador português João Fernandes Lavrador, que, juntamente com Pedro de Barcelos avistaram a região em 1499. 
A maior parte da colonização e do povoamento não aborígene da região deu-se através de vilas pesqueiras, missões religiosas e postos comerciais. Assentamentos mais modernos e recentes foram criados graças à exploração de minério de ferro e da criação de barragens e centrais hidroeléctricas e de bases militares. 
Cortes Reais e Terra Nova 
João Vaz Corte-Real era um navegador português do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova, cerca do ano de 1472. Para além desta expedição, Corte-Real organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador. Em 1474 foi nomeado capitão-donatário de Angra e a partir de 1483, também da ilha de S. Jorge. 
1514, João de Lisboa, tratado de Marinharia 
Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente.
Vasco Anes  quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.

Por volta de 1418 o Infante D. Henrique deu vida e alento ao grande desejo dos Portugueses de procurarem fama e fortuna, descobrindo terras novas num mundo que era então vastamente desconhecido.

As outras nações, que mais tarde competiram com os portugueses na colonização, encontravam-se por essa altura ocupadas com graves problemas internos. Tomando vantagem dessa distracção, e em grande segredo, um enorme esforço foi desenvolvido que resultou na descoberta da maioria das terras do mundo pelos navegadores portugueses. Por causa desse grande segredo necessário nessa altura, hoje a História tem lacunas, que muitos pesquisadores procuram diligentemente preencher.

Umas destas é: Quem foi o primeiro Navegador a descobrir o Canadá? E a América? 

Hoje aceita-se que João Vaz Corte-Real possa ser considerado como o primeiro europeu que chegou à costa Americana, pelo menos, mais de vinte anos antes de Cristóvão Colon

Em 1918 Edmund Delabarre, da Brown University, escreveu (em inglês): "Eu vi, clara e indubitavelmente, a data 1511. Ninguém até à data a viu, ou detectou, na pedra ou em fotografia, mas uma vez vista, a sua presença genuína não pode ser negada". 

Um médico Luso-Americano, Manuel Luciano da Silva, que como Historiador e Pesquisador amador, viu e reconheceu em Fall River, Massachusetts, prova vastamente ignorada de que Miguel Corte-Real ali esteve em 1511.

Essa prova é constituída por uma grande pedra, conhecida pela Dighton Rock, em que se podem ver vários escudos em V com cruzes idênticas às usadas nas velas das Naus e Caravelas Portuguesas: MIGUEL CORTEREAL V. DEI HIC DUX IND. 1511. Depois de gravada, a pedra de Dighton esteve 500 anos ao "sabor dos ventos e das marés". A erosão é tremenda, estando a pedra muito maltratada. Sempre que maré subia, a tapava quase totalmente, e sempre que descia e a destapava os ventos arrastavam areias que a desgastavam. No Inverno os gelos, no Verão o Sol, sempre as ondas, e ainda, humanos, que lá escrevinharam coisas. O pior foi o vandalismo humano até 1974 quando a pedra foi colocada dentro de um pavilhão fechado. Manuel Luciano da Silva compreendeu a importância desta descoberta e tornou-se o seu Moderno Paladino, dedicou muitos anos da sua vida, a sua considerável influência e muito do seu dinheiro, para que a pedra Dighton fosse reconhecida como testemunha de facto histórico significante e salva do seu ambiente destrutivo. 
 Dighton Rock State Parkt, Rhod Island, Taunton river USA, foto do Dr. Luciano da Silva, 
Em 1973, a sua instância, um pavilhão octogonal foi construído para abrigar a pedra, e hoje existe o Museu da Pedra Dighton, no que se tornou um Parque Estatal. Da Silva escreveu dois livros e muitos artigos, e tem feito centenas de palestras para disseminar esta informação.

1502 Mapa português dito de Cantino

Terra Flórida


A história oficial atribui a descoberta europeia do território actual de Flórida ao castelhano Juan Ponce de Leon em 1513, o qual reclamou o território para a coroa espanhola. Na verdade é provável que o território já fosse conhecido antes por navegadores europeus (de facto Ponce de Leon comunicou com nativos em espanhol que o compreendiam). Para melhor avaliação contam-se as cartas marítimas deste período. 
Assim, na carta dito de Cantino de 1502 (cópia de mapa padrão oficial português da época de 1500) está representada a costa da actual Flórida
A prova de que terão sido os portugueses é de fácil comprovação . 
Os pilotos que frequentaram o “Mar dos Sargaços”, desde pelo menos 1446, antes do nome falso de "Colombo" (nome verdadeiro Cristóvão Colon, Salvador Fernandes Zarco) nascer, tinham experiência para muito antes dele, e mesmo antes de 1472, poderem ir à costa americana.
Nauticamente, tal costa foi descoberta pelos experientes pilotos portugueses muito antes de 1492.
Tal é o comentário técnico-náutico, com que " Gago Coutinho" apoia a versão das navegações dos Corte Reais como os Pioneiros incontestáveis do descobrimento da América.
JOÃO VAZ CORTE REAL passou pela Terra Nova em 1472, portanto antes de Jean Cabot ter chegado a uma terra ocidental que não se sabe bem onde fica e que, teria, talvez, sido a costa dos actuais Estados Unidos da América do Norte.


A versão curricular do Canadá

A descoberta do Canadá foi feita por um Cartier francês, durante a união das coroas ibéricas. Os portugueses perdem a Terra Nova dos Bacalhaus. Quem lê a história da colonização de Vancouver pode imaginar quanto foi fácil para os franceses apagarem os traços das colónias portuguesas da actual Gaspésie (Gaspar Corte Real...) um português comprou uma ilha em Vancouver casou-se com uma índia local e dela teve uma grande descendência, enriqueceu inicialmente a fornecer aos colonos o peixe (bacalhau ?), chegou a ser proprietário de partes importantes desta vila que depois revendeu à Coroa Britânica. Muitos mas muitos portugueses estavam já nos cinco continentes estabelecidos antes de chegarem em massa os europeus para conquistarem e colonizarem. Actualmente o chefe de Estado do Canada é a Rainha de Inglaterra, a sua efígie figura no dólar canadiano... o Canadá inicialmente português continua a ser um "colónia" britânica, a sua "cedência" (nunca o reclamaram...) no século XVI foi o preço secreto a pagar aos britânicos para Portugal continuar independente de Castela.