terça-feira, 6 de maio de 2014

" baía dos Tigres, Manga das Areias, Angola "

em actualização...


trecho costa marítima baía Moçâmedes, Namibe à foz rio Cunene, Angola

Esmeraldo Situ Orbis – Duarte Pacheco Pereira:



"...além da angra das aldeias é achada uma enseada que terá duas léguas em largura na boca que se chama a manga das areias e esta se estende por dentro pela terra cinco ou seis léguas e na mesma boca e dali por dentro tem doze e quinze braças de fundo e esta terra é deserta e nenhum arvoredo tem porque tudo é areia e dentro desta manga há muita pescaria e em certos tempos do ano vem aqui do sertão alguns negros a pescar os quais fazem casas com costelas de baleias cobertas de sebes do mar, em cima lançam areia e ali passam sua triste vida; esta manga das areias se corre com angra das aldeias nordeste e sudoeste e tem quinze léguas na Rota; a qual mangas se parta em latitude da linha equinocial contra a pólo antárctico dezasseis graus e meio".

baía dos Tigres, Angola

Esmeraldo Situ Orbis – Duarte Pacheco Pereira:


 "seis léguas adiante da margem das areias faz a terra uma ponta baixa toda coberta de areia que se chama a ponta das pedras e este nome lhe puseram porque quase no rosto desta ponta e assim além dela estão muitos e grandes penedos e até que se corre esta costa nordeste e sudeste e toma a quarta de leste e oeste e tem as ditas seis léguas na rota; e esta terra é muito baixa e má de conhecer mas quem quiser haver conhecimento dela veja como se aparta da linha equinocial dezasseis graus e dois terços contra o pólo antárctico; e esta é a melhor conhecença que tem". .


"Jaz a ponta das pedras e o cabo negro Norte e Sul e tem dez léguas na Rota; e este cabo é muito baixo e a terra em redor dele é toda harca senão quando sobe a ponta deste cabo está uma malha negra, e por isso lhe puseram este nome de cabo negro o qual não parece cabo senão quando homem está uma língua em mar dele e sendo três ou quatro léguas em mar parece tudo costa direita; esta terra é trabalhosa de navegar e o seu inverno é do mês de Abril até fim de Setembro; as naus que vão para a Índia sempre se metem em mar e se arredam desta costa duzentas e cinquenta léguas e mais em maneira que não chegam a ela".

A ilha da baía dos Tigres, é a maior ilha de Angola. Está situado na Província do Namibe no município do Tômbua, Porto Alexandre e tem uma área de 98 km ².

A ilha da baía foi descoberta em Janeiro de 1486 pela guarnição do navegador  Diogo Cão,  teve a designação de "Manga das Areias" que evoca bem os seus traçados.

A "ilha da baía dos Tigres”, é formada por uma longa restinga de areia, lançada quase na direcção Norte-Sul, paralela à costa com cerca de 35 kms de comprimento e delimitando um braço de mar com 11 kms de largura máxima, a Norte.


A restinga é muito baixa, não vai além de 3 a 4 metros de altitude; pelo contrário, o litoral que lhe fica em frente é constituído por um maciço dunar que sobe até 100-200 m, tem mais de 10 kms de largura e ultrapassa os 100 m a menos de 1 km do mar.

Em 1962, a ligação da restinga com o continente rompeu-se e a antiga península originou uma ilha.

A "Ilha da baía dos Tigres é a ilha africana mais próxima da "Ilha  Stª Helena".
A baía dos Tigres, que, nos mapas ingleses, figura sob a denominação de “Great Fish Bay”,Grande Baía dos Peixes, era reentrância costeira de consideráveis dimensões. Tida como a maior de todas as baías da costa Namibense, é constituída por um enorme “saco”, com a entrada voltada para o Norte, separada do mar por uma península arenosa de 26 quilómetros de comprimento
Está situada, aproximadamente, a 100 milhas a Sul do Namibe. Reza a história que foi descoberta, tal como o Tômbua, pela guarnição de Diogo Cão, em 1486, na sua segunda viagem de exploração ao longo da costa africana, por determinação do Rei D. João II.

O nome Baía dos Tigres, segundo crença popular, deriva do hipotético facto do vento, proveniente a Sul da Baía, causar um enorme ruído.
Daí que deste facto, mal interpretado, veio a crença da existência de tigres na Baía.

Consultar:

"Baía dos Tigres e o drama da água"

" o meu ponto de vista da origem do nome " Baía dos Tigres"

O livro de Pereira do Nascimento, intitulado “ Exploração Geográfica e Mineralógica no Distrito de Moçâmedes”, em 1894/1895, associa o nome à abundância, tanto de peixe e de focas, tidas como “Tigres da Baía”.
Em 1975, com a independência de Angola, alguns empresários portugueses que habitavam a Baía zarparam para Portugal, enquanto outros escolheram como destino outros pontos do país à espera do evoluir da situação resultante da turbulência política vivida na época. 
Para trás ficavam equipamentos fabris e pontes para descarga do pescado que depois passaram a ser utilizadas, durante os últimos anos, por armadores nacionais e estrangeiros, detentores de navios-fábrica e arrastões, que pescavam fora do controlo do Estado. Devido ao conflito armado, de cerca de três décadas, a ilha ficou entregue à sua sorte, ou seja, esteve pura e simplesmente abandonada. 
 
Hoje, a actividade na Baía dos Tigres só se resume à pesca. Na falta de uma eficiente fiscalização das águas territoriais, destinada ao combate às capturas ilegais, barcos piratas de diversas partes do mundo haviam transformado a Baía dos Tigres num autêntico “El Dorado”. 

 
Por força da intervenção, nos últimos tempos, da Fiscalização do Ministério das Pescas e da Marinha de Guerra Angolana, a actividade desses barcos piratas de grande porte, dotados de sistema de captura, transformação e processamento do pescado, diminuiu.
 
 
  
 
 
 
  
 
 
 
costa marítima do Iona de Tômbwa à baía dos Tigres
A acção criminosa protagonizada por embarcações piratas, na sua maioria estrangeira, tem deixado marcas profundas nos dias que correm. Como se disse, a Baía dos Tigres foi completamente abandonada há mais de vinte anos. Era, por exemplo, local que albergava muitos ex-reclusos, depois de estes cumprirem penas de prisão no antigo centro prisional de São Nicolau, actualmente conhecido por Penitenciária do Bentiaba. 
Mas, ainda assim, houve quem optasse por ficar, mesmo sabendo de todo o mar de dificuldades agravadas com a ruptura da tubagem submersa que então ligava a ilha ao continente, transportando água desde a foz do Rio Cunene. 
O precioso líquido ficava acondicionado em dois depósitos subterrâneos. Quando a reserva de água acabou, a Baía ficou completamente despovoada, porque “água é vida”, sublinha Joaquim Aguiar, 57 anos de idade e antigo habitante da Baía dos Tigres.

Dados de 1973 apontavam para a existência, na Baía dos Tigres, de 400 casas habitadas por 1.068 pessoas, que se dedicavam à pesca. 
É com base nessa realidade que, a partir de 1999, o Governo da Província do Namibe iniciou um estudo minucioso da Baía dos Tigres, com vista a sua recuperação, no quadro do seu programa de desenvolvimento sócio-económico, já em execução.

No sector das pescas, principal actividade económica da Baía dos Tigres, para além do turismo, é necessária a recuperação e reabilitação de todo o parque industrial, constituída por 14 fábricas de processamento de pescado, das quais sete de farinha e óleo de peixe.

Colónia e prisão

Antes de se tornar o paraíso turístico e ecológico dos dias actuais, a ilha foi local de detenção de condenados enviados a cumprir pena. As famílias coloniais que ai se encontravam viviam da pesca, lembrando que chegaram a viver na ilha 1068 pessoas.

Situação actual 

Segundo a constituição angolana a ilha pertence a Província do [[Namibe]], município do [[Tômbua]], mas não se tem dados actualizados sobre a transformação da baía em Ilha, recentemente uma pesquisa feita por satélite constatou que a baía se tornou uma ilha, e que é a única ilha da costa Namibense, estando a ilha mais próxima na Província de [[Benguela]]. A única maneira de chegar na Ilha é de barco ou de avião.
A Marinha e a policia Angolana fazem a patrulha do local.
Geografia

Clima 
O clima da ilha é o desértico temperado, do tipo quente durante o dia e bastante frio a noite o ano todo, quase sem chuvas. A máxima registada na ilha foi de 32 graus e a mínima de 4 graus em meses de inverno. A temperatura média na ilha verão é de 23 graus e no inverno de 18 graus. 
A ilha não possui grandes elevações a não ser as Dunas de 200 metros, por isso é bastante frequente as tempestades de areia e nevoeiros frequentes.
Praias

A ilha é repleta de praias virgem, mas acredita-se que são praias impróprias para banhistas, devido ao grande número de animais aquáticos que possui na região e a maioria deles predadores e carnívoros como os tubarões e as focas.

Outros locais de interesse turístico

A vila abandonada
O cemitério

As Dunas

Turismo

Vou livre
[[Sandboard nas dunas]]
Pesca desportiva
Caça Submarina
Visita a praia de descanso dos leões marinhos
Ecoturismo (animais aquáticos)
Mas antes de pensar em aventurar-se para ilha que parece mágica procure uma agência de viagem ou viagens em grupo, condições estão sendo criadas para o turismo regular na ilha. Muitos turistas que tentaram aventurar-se de carro viram seus carros engolidos pela água durante a travessia no canal em marés baixas.


Problemas ecológicos

Embora protegida, muito do seu ecossistema terrestre está destruído. Devido a invasão do deserto e a falta de água se torna impossível que qualquer espécie sobreviva na ilha, mas mesmo assim consegue-se observar algumas espécies de insectos e lagartos e anfíbios.
Existe também o problema das espécies invasivas, especialmente a foca, elas não são só o problema da ilha mas como da província, a falta de predadores naturais e reprodução em abundância dessa espécie leva que outras espécies marítimas estejam ameaçadas de extinção como o carapau.

As dunas de areia que estão em constante movimento devido aos fortes ventos ameaçam engolir o que sobrou da antiga vila, e estuda-se maneira de reabitar a ilha combatendo esse fenómeno.


Projectos

O governo Provincial do Namibe planeia construir o maior porto pesqueiro de Angola na ilha, de maneira a reabitar a ilha, levando empregos, mas para isso o governar tem de dotar a ilha com condições mínimas de moradia.
Existem ainda projectos como o da Youtubetv Namibe que pretende divulgar a imagem da ilha em suas redes oficiais, e em sites de pesquisa, entre outros estudos profundos sobre o desenvolvimento do turismo na ilha.
A repovoação da ilha e o lançamento da ilha como Zona Turista e polo turístico é um dos grandes objectivos.

Transportes

Existem duas maneiras de se chegar na ilha via aérea ou via marítima, dentro da ilha não se usa transporte devido as curtas distâncias, mas existem carros adaptados para o deserto que percorrem os extremos da ilha em busca de locais de caça submarina e de pesca.
Na ilha existe um pequeno caís onde atracam navios e embarcações que ligam a ilha as cidades do Namibe e Tômbua.



Na ilha existe também um aeródromo com pista pavimentada, com capacidade de recepção de pequenas aeronaves, não existe nenhuma companhia com rota frequente para ilha, o aeródromo da Baía dos tigres será reabilitado.

Alexandre Magno de Castilho

Descrição e roteiro da Costa Ocidental de África desde o cabo de Espartel até o das Agulha publicada em 1865, e efectuada em 1856.

…desde a ponta Albina da península da Angra das Aldeias (Tômbua), a costa marítima  segue para SE4S. umas 9 milhas, passadas as quais vira para SSE., rumo a que vai até á ponta oriental da baía dos Tigres (Great Fish Bay).
Dá seus ares toda essa costa da que é litoral do deserto de Sahara; é de areia, baixa, muito esconça, toda nua e árida, com seus outeirinhos de espaço a espaço, e pontinhas de pedra, onde, ao que parece, se esboroou a costa das dunas, talvez resultado da humidade da cacimba, e do intenso calor do Sol.
Abre-se a muito segura e amparada baía dos Tigres (Great Bahia dos Tigres Fish Bay), por entre a costa e a península dos Tigres, que é  de areia baixa e tem suas 20 milhas de comprido, desde que pega com a terra grossa até à Ponta dos Tigres, sita em 16° 30'Sul. e 20°50'Este.
Corre essa península ao S43/*SE.-N43/iNO., tem 2 milhas na maior largura, e 190 metros no sitio mais estreito.
Do seu extremo meridional se atira a beira-mar umas 11 milhas para NE., arqueia-se para Este., e segue depois paralela à península dos Tigres.
É todavia moderna a configuração que tem ao presente, porque  em 1775 se abria entre o remate meridional do que hoje é península e o continente, um canal fundo e estreito, por onde se entrava em demanda do ancoradouro.
Anda por 15 milhas o comprimento da baía dos Tigres, por 4 o afastamento das suas pontas de entrada, e por 6 o seu máximo recesso.
É limpa toda a baía, excepto no recanto meridional onde há seus bancos de areia, que todavia não distam mais de milha da terra.
No meio da entrada se encontram 36 metros, areia e cascalho, e decresce gradualmente o fundo d'ali para dentro, até aos 12 ou 14 metros, lodo mole e areia, que se acham a milha e meia da terra mais recuada.
São muito declives a face oriental da Península e a ponta dos Tigres; outro tanto se não pode dizer da terra de Este, bem que seja toda limpa: convirá pois, ao bordejar na parte setentrional da baía, virar no mar apenas se acharem 16 ou 14 metros; podem-se estender os Dordos do Oeste. até aos 20 metros de fundo.
Mais para dentro, como vai escasseando a água, podem-se despejar os bordos em menos fundo.
Há ali ancoradouro em 12 ou 14 metros, a milha e meia.
Demandar a baía do extremo meridional da baía; ao demanda-lo, junto à qual se encontram, das bandas do Norte e Oeste, entre 16 e 36 metros. Bom será, por causa dos ventos e das correntes, tomar terra do Sul da baía, e seguir costa acima com vigias nos mastros; a 3 ou 4 milhas de distância, e não mais, se verá dos topes a água do porto, ao passo que da tolda se confunde a terra baixa e areienta da península com a mais alta, mas também areienta e amarelada, da costa. Pode-se costear toda a península à distancia de uma milha.
Abunda em peixe a baía dos Tigres.
... Em qualquer sitio d' ela se desembarca facilmente, quando está cheia a maré;
Em baixa-mar, porém, só se encontra bom desembarcadouro da banda do Sul de umas pedras negras, que ficam achegadas á terra de Este.
Já se tentou fundar ali um presidio, o que se não levou a efeito pela escassez de água e de lenha.
Transcreveremos aqui os apontamentos que a respeito d' essa tentativa nos ministrou o sr. P. Craveiro Lopes, um dos oficiais da expedição.
Ao sairmos  de madrugada e andarmos por terra até ás duas horas e meia da tarde, caminhando uns para N. e outros para S., sem jamais encontrarmos água, lenha ou gente. Só vimos muitos quadrúpedes parecidos com raposas muito grandes, e imensidade de aves, tais como pandas, pelicanos, patos  africanos; estas últimas aos bandos de cem, e fazendo de longe como regimentos de soldados ingleses de fardas vermelhas e calças brancas; é muito bravia toda essa caça, e por isso custosa de apanhar.
Tanto nas vizinhanças do mar como para o sertão, recobrem o solo grandes dunas de areia, cuja superfície, açoitada do vento, está em constante movimento ondulatório, exactamente análogo ao que tem as camadas condutoras das vibrações sonoras. Tão alentadas são algumas das dunas sertanejas que olhando do topo para a base, da banda de sotavento, isto é, proximamente da banda do NE., para onde a inclinação é de uns 45° a 55°, turva-se a vista.
Não são raras as que vingam a altura de um sexto andar de Lisboa, e deixando cair um corpo de bastante peso e superfície no cume de um d'esses outeiros, ouve-se como o estampido de uma arma de fuzil.
Pela segunda vez descemos a terra ao romper da manhã de 23 de Dezembro de 1854, e ao cabo de andarmos 4 ou 5 léguas encontrámos um preto, pescando na borda do mar e junto a umas pedras.
Interrogado pelo nosso interprete soubemos que pertencia a uma tribo errante, para a qual estava pescando e que acampara nas proximidades.
Procurámo-la e vimos que se compunha de 4 homens, 3 mulheres, 6 crianças e 19 cães, tudo acomodado em 2 barracas e um cercado feito de costelas e outros ossos de baleia; sustentavam-se de peixe seco ao sol; bebiam água tão péssima que, apesar de ardendo em sede, não podemos entrar com ela, e vestem-se apenas com trapos que lhes tapam as virilhas.
Caso raro, rejeitaram a aguardente que se lhes ofereceu, e sob pretexto de ser muito fria não aceitaram da nossa água doce; comeram porém com avidez farinha de pau, e estimaram muito o tabaco.
Por eles soubemos que ao cabo de 3 ou 4 dias de marcha para Sul encontraríamos o rio Cunene.
Notaram os nossos oficiais, que não só a agua da baía dos Tigres tinha cheiro muito parecido com o do sulphydrico, senão que o próprio navio trescalava a ele, cobrindo-se as pinturas e os metais de malhas escuras muito difíceis de tirar.
Corre a terra umas 15 milhas para S4*SE., desde o extremo meridional da península dos Tigres; mostra-se toda arenosa com suas dunas escuras e nuas, que seguem paralelamente à beira-mar, e se avistam à distancia de umas 15 ou 16 milhas.
A Praia da Baía. A essa beira-mar puseram os nossos antigos o nome de praia das Baixas. Que vai depois até 13 milhas para Sul até ao rio Cunene, ou rio dos ... Elefantes (Nourses River), que só abre a foz em tempo de grandes águas, em 17° 15'Sul. e 20° 54'30" Este
Leva porém naquela quadra tão arrebatada a correnteza, que a sente quem está a 10 milhas da terra.
Na sua embocadura se forma, de verão, um baixo de areia, onde quebra furiosamente o mar, especialmente perto da margem esquerda do rio, o qual se denomina Cabo das  de Ruy Pires das Neves fica em 17º 17' Sul.
Riquíssima vegetação cobre as margens d'esse rio a certa distância da foz, e povoado de grande cópia de animais, como leões, elefantes, etc. Ao longo d' ela se levantam vários povoados de muhimbas.
Muito pouco se sabe ainda hoje àcerca d'este rio; julga-se que tem para cima de 200 léguas de comprido, que nasce no Bihé, e que tem por afluentes principais, o Qualude, o Cacolavar, e muitos outros que descem das serras da Munda, de Caluquembe e do Nano.
Estira-se a costa a principio umas 48 milhas para SSE., e depois 16 para SSE., por entre os cabos de Ruy Pires das Neves e Frio. É toda esconça, limpa, de dunas altas de areia branca (d' onde tira o nome de praia das Neves, que pelos portugueses lhe foi imposto) dispostas em linha paralela á beira-mar, está o cabo Frio, limite meridional das possessões portuguesas ... parte da costa ocidental de África sita para Sul do  Equador, em 18°20Sul e 2l°5'Este, e termina pela banda do  Sul a Angra Fria.
É baixo, de rochedos negros manchados de amarelo e lavados pelo mar, e muito alcantilado; serve-lhe de baliza, por único em toda esta costa, um monte escuro, vizinho de três outros mais baixos, o qual faz realçar as colinas brancas e altas, que, mais para o sertão, correm paralelas á beira-mar. 
Para Norte do cabo Frio se estende a muita aberta angra Fria, cuja ponta setentrional é baixa, pedregosa, e tão alcantilada, que se encontram 29 metros muito perto dela, fica a umas 9 milhas do cabo; nessa baía despeja, as aguas do rio Frio, o qual na quadra seca não descobre foz do rio.
É desamparada para SO. a angra Fria, mas tem surgidouro, ainda que mau, em 30 metros, cascalho, perto do recanto do SE….

11 comentários:

  1. Ainda é possível lá ir?
    O governo autoriza?

    Obrigado

    ResponderEliminar
  2. Sr. Rodrigo

    Sempre é possível lá ir, desde que a jurisdição do município do Namibe, ex-Moçâmedes, Angola, autorize.
    Para o efeito terá que obter contactos com as autoridades locais.
    afmata

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado.

      Então ir para o Namibe no fim-de-semana nem avale a pena, porque não conseguirei autorização...

      Ou existirão transportes autorizados para lá?

      Eliminar

    2. Segundo Aurélio Baptista, a baía dos Tigres pertence ao Municípios do Tombwa, província do Namibe. Para se ir até lá é só contratar o serviço de alguma empresa de turismo e atravessar a baía de barco. Não há qualquer impedimento, que eu saiba. Neste momento existe nos Tigres um pequeno contingente de policias, tal como na Foz do Cunene. Ainda este fim de semana, familiares meus passaram pela baia, parte continental. Espero que tenha ajudado.

      Eliminar
  3. Agradeço mais uma vez a sua ajuda.

    E parabéns pela divulgação.

    ResponderEliminar
  4. Alguem viveu aqui neste paraiso nos anos 70 gostava de encontar pessoas que estiveram aqui eu vivi aqui nos anos 70

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu nos anos 50 e 60.
      emejoja@gmail.com

      Eliminar
    2. Eu nos anos 50 e 60.
      emejoja@gmail.com

      Eliminar
    3. Nao e do mueu tempo.
      Mas os meus pais casaram-se na igreja da baia dos tigres, Familia Ribeiro.
      111joser111@gmail.com

      Eliminar
  5. Nasci em MOÇÂMEDES (1932) - Fui baptizado em PORTO ALEXANDRE ( em 1933) , uns dias depois do nosso barco (?) ter passado pela BAÍA DOS TIGRES e para ali fornecer água a um depósito público,seguindo então para o nosso destino. (Meu pai (PEDRO CORREIA), fora ali colocado Chefe da Estação dos C.T.T. Em 1958/9 estive a exercer as funções de Fiscal de Impostos (R. Fazenda de PORTO ALEXANDRE) e a minha mulher as funções de Professora do Ensino Público). As nossas últimas férias em ANGOLA ( Agosto de 1975) foram passadas no Parque de Campismo de PORTO ALEXANDRE, ainda em instalação e à beira-mar,aonde os comerciantes locais nos abasteciam ! Restaram-nos boas Recordações. Os meus agradecimentos para todos. ROBERTO CORREIA.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Como vivi de 1953 a 1959, fiz a instrução primária e a primeira comunhão e aterrei com piloto de taxi aereo centenas de vezes entre 1961 e 1968 na Baía dos Tigres, gostaria de trocar imoressões consigo. Meu email: emejoja@gmail.com Obrigado.

      Eliminar