quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"história breve da cidade do Lobito"


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Inicialmente chamada "Catumbela Salgada" e "Catumbela das Ostras" para se distinguir da Catumbela (de água doce) passou progressivamente a ser chamada de Lobito (referência  mais antiga já em 1831).
Embora haja referências históricas de que a baía do actual Lobito já fosse utilizada na segunda metade do século XVII por várias armadas que aproveitavam o seu excelente abrigo contra o mar, o vento e os avistamentos pela navegação, a ocupação efectiva das terras do município data apenas do início do século XVIII com a exploração das caleiras e ostras retiradas do mangal e com a utilização dos mangues e da baía para extracção da madeira e para o contrabando de escravos e outras mercadorias, apesar da escravatura já ter sido abolida. Mais tarde as salinas tiveram igualmente a sua importância económica.
 

Antes deste período não existia concentração humana nesta região, embora haja referências aos povos Mundombes ou Vondombes como sendo aqueles que povoaram inicialmente a região periférica, nomeadamente o Dombe Grande e Dombe Pequeno (actual Negrão) até à região Kiakas.
A história desta cidade, como a de toda Angola, está ligada à ocupação portuguesa até 1975.
Foi da guarnição  do navegador português Diogo Cão os primeiros a desembarcar na baía de Benguela em 15 de Agosto de 1483, a que chamou de Angra de Stª Maria, que é hoje a praia morena de Benguela. Foi Manuel Cerveira Pereira em 1617 que recebeu ordens para  fundar uma cidade assim que encontrasse uma baía a Sul de Luanda e escolheu a baía de Benguela.
Em 1672 Pedro César Menezes apresentou uma petição ao reino para que o presídio de Benguela fosse deslocado para a "Catumbela das Ostras".
Em 1831 António Lopes Costa Almeida e em 1866 Alexandre Magno Castilho referem nos seus textos a península e baía do Lobito em simultâneo com o nome anterior de "Catumbela das Ostras".
A cidade foi sempre dominada pela sua baía e restinga. Já estaria em desenvolvimento em 1617, pois se tratava dum acidente geológico relativamente recente, ainda não comunicando a Sul com o continente, admitindo-se então que fosse apenas uma ilha.
Progressivamente sob a acção dos aluviões do rio Catumbela, pela corrente fria de Benguela e pelos ventos e ondulação esta ilha transformou-se em restinga e cresceu em direcção Norte, correndo o risco do seu crescimento progressivo e constante (cerca de 15-20 metros por ano) encerrar a baía, tendo sido necessário colocar nas décadas de 1950 e 1960, estacas de madeira no areal e construir esporões de pedra para impedir que tal acontecesse, assunto que ainda prevalece e que faz parte das preocupações do Porto do Lobito e do município actual.
Apesar da rainha Dona Maria II em Março de 1843 aprovar a mudança da cidade de Benguela, muito insalubre, para o Lobito, tal não se concretizou já que entretanto as condições de saúde do povo benguelense melhoraram e por ter sido o apogeu do mercado da borracha e cera da Catumbela, escoados por Benguela. A região do Lobito permaneceu apagada mais algum tempo.



Apenas nos finais do séc. XIX e no início do século XX a cidade começou a ter alguma projecção com a utilização da baía para atracagem de barcos de grande porte e com o início da construção do caminho de ferro de Benguela, cuja outorga a Robert Williams é feita em 1902.
Neste período a ocupação era predominantemente estrangeira, sobretudo à custa de cidadãos ingleses trabalhadores do CFB e era então conhecida por Lobito Bay.
Com a criação da primeira Intendência do Lobito em 19/01/1911 entregue a José Pereira da Cunha, a cidade passou a ter uma presença portuguesa mais dominante e depois dos conflitos existentes entre o Município da Catumbela, criado em 1905, ao qual o Lobito estava agregado, Norton de Matos, por decreto lei, transformou-a em cidade a 02 de Setembro de 1913, ficando a Catumbela sob a alçada do Lobito, apesar da inúmera contestação dos catumbelenses.
Foi o primeiro presidente camarário o primeiro tenente da marinha Alberto Carlos Aprá.
Em 1907-08 haveria cerca de 200 europeus, sendo 150 ingleses e alguns 500 negros, a maior parte deles também ingleses. Com a paralisação temporária das obras do CFB, a população ficou limitada a 70 europeus, sobretudo portugueses e cerca de 160 negros, quase todos cabindas e quintandeiras e lavadeiras de Catumbela e Benguela.
A cidade fora construída inicialmente no Lobito Velho, e a população circulava entre entre a zona ocidental (restinga) e a oriental, havendo necessidade de se circular de barco através dos mangues que chegaram a ter cerca de 3 km de extensão. Começaram a aparecer as primeiras casas comerciais. A água chegava à cidade vinda de cacimbas do rio Catumbela em calhas de madeira.
Existia uma fonte de água salobra no Vale do Quileva que serviu noutros tempos para abastecimento de barcos quando iam fazer ao Lobito a aguada. As estradas eram de areia, muitas vezes escaldante. As casas primitivas da cidade eram de madeira, trazidas de Inglaterra sendo depois montadas na cidade.
Entretanto a construção foi-se fazendo à periferia e de modo relativamente anárquico já que não existia um plano de urbanização nem um foral, tendo sido apenas concedido este foral à cidade já nos anos 48-52 – Pedro Fragoso de Matos (data exacta?). Houve que legalizar muitas casas clandestinas. 
Os dois planos urbanos delineados com maior rigor foram desenhados, inicialmente pelo Arqº João Aguiar e mais tarde pelo Arqº Castro Rodrigues.
O núcleo urbano prosperou sempre ligado ao CFB e ao Porto do Lobito e da interacção destes dois elementos e dos seus habitantes, a cidade cresceu, com períodos mais estagnados e outros mais importantes. 
A cidade estendeu-se perifericamente após inúmeros aterros feitos e hoje estende-se para o morro da Quileva (local desde sempre escolhido para edificar a cidade, mas difícil de por em prática pelas limitações logísticas) e em direcção à Catumbela.
Após a independência e com o início da guerra houve um retrocesso com deterioração do que já existia e com pouca ou nenhuma manutenção nem crescimento, embora com um acréscimo significativo da população que fugiu do interior para o litoral criando, de novo, um crescimento anárquico da habitação, sem condições de higiene.
Apenas após o estabelecimento da PAZ a cidade volta a crescer e a tornar-se o que outrora fora chamada de “sala de visitas de Angola”, embora ainda seja necessário um trabalho hercúleo com muita reabilitação e muito investimento. Apesar de outras variáveis em termos económicos, a cidade ainda continua suportada pelo binómio PL e CFB.
Neste momento o Lobito é uma das cidades mais importantes e mais atractivas de Angola e apenas a sua vizinhança muito próxima com a cidade vizinha de Benguela a cerca de 35Km e o facto desta ser a capital de província, impede o Lobito de crescer ainda mais, tendo em conta a distribuição orçamental do Governo ser distribuída por duas cidades importantes da mesma província.


Dever de memória:


São PernadasI

HISTÓRIA DO LOBITO segundo AUGUSTO BASTOS 1912
In MONOGRAFIA DA CATUMBELA - de 1836 a 1908 - escrito em 1908 e publicado em 1912, pág. 84-90 facultado por J C Milhazes.
"... A descrição do sr. José Maria de Souza Monteiro (no Dicionário Geográfico) contem muitos erros:
1º O Lobito não é uma enseada, mas sim uma importante e bela baía que torna o Lobito um porto natural.
2º Não é provido das águas do rio Catumbela, pois que a foz deste rio dista cerca de 20Km ao sul do Lobito.
3º O autor dá como distante meia légua do rio Catumbela e um quarto de légua da praia.
 4º Põe nas margens do rio montes com muita pedra calcária, em que se trabalha no fabrico de cal, coisa que não existe ali.
5º Finalmente é de grande vulto o erro que o autor dá da situação do Selles, porquanto estes povos estão muito longe, além da Hanha, dos povos das margens do Catumbela.
... O Lobito foi ainda no segundo quartel do século XIX um coito de navios contrabandistas, principalmente negreiros, cujas tripulações desembarcavam e iam comprar escravos aos antigos colonos e fazer razias ao interior.
É verdade que também houve em 1836, quando se fundou a Catumbela (Asseiceira) e se aboliu o tráfico da escravatura, a ideia de se construir uma cidade no Lobito, sobre o morro da Quileva, ideia da qual se desistiu por falta de água e pelas grandes despesas e trabalho de uma tal empresa.
Também é verdade que os terrenos que cercam o Lobito (chamados "Salgados" devido à grande infiltração de água do mar, de que se enchem, deixando por evaporação um depósito de sal) se inundam completamente na época de chuvas, impedindo o trânsito entre eles....
A história do Lobito é bem simples.
Há ainda poucos anos era este belo porto pouco conhecido, e nós próprios, os portugueses, nenhuma importância lhe ligávamos, uma vez banida a ideia da fundação de uma cidade sobre o morro da Quileva.
O Lobito é hoje cobiçado pelos ingleses e alemães, e, pode-se dizer, foi a cobiça dos estrangeiros que abriu o porto aos olhos do mundo e, foi depois do contrato de William e da construção do caminho de ferro, no actual período, que se formou o Lobito conhecido e tão falado de hoje.
Antes do período actual, apenas vivia no Lobito, na margem oriental da baía um ou outro branco exercendo a pescaria e alguns indígenas que se dedicavam ao mesmo mister.
Nomes descritos nesse período como moradores:
José Maria, João de Souza Honrado, Manuel Faustino (pescaria), Júlio Cardoso, Marques Esteves - Cachindindi (Pescaria - 1864-1874), Francisco Xavier de Castro, Domingos Fançony Moura (pescaria e carreira de botes de passageiros), Accacio Ribeiro da Silva (padaria), Abraham Levy Cohen, José de Jesus Pires, António da Costa, Manuel Joaquim de Carvalho (regedor, fiscal e telegrafista), António Alves Ferreira, João Marques Carneiro e Elvira de Vasconcellos (Kiosque Internacional).
"... O Lobito então só servia para pescarias, corte de tungas (mangues) e apanha de ostras para fornecimento de Catumbela e Benguela e para passeios (pic-nics) 
É, só depois da construção do CFB, que se forma a actual povoação do Lobito, de ambas as margens da baía....
retirado do FB - Fernando Leite Velho
É ali estabelecida uma regedoria, das quatro em que se divide actualmente o concelho.
Antes do estabelecimento da actual Delegação Aduaneira existia na margem oriental do Lobito um posto fiscal, que funcionava na casa do sr. Manuel Joaquim de Carvalho, junto à estação telegráfica, acumulando ambos os serviços pelo mesmo empregado, que também era regedor.
A margem ocidental (restinga) fez-se depois da construção do caminho de ferro e conta hoje (1908) obra de dez casas principais construídas em madeira, algumas das quais com primeiro andar. Há como dignas de se distinguir: o edifício do hospital, a casa do chefe da companhia, bungalow da antiga firma empreiteira  Griffiths & Cª, Hotel principal do Lobito, a casa do Correio e Telégrafo, a casa dos empregados da Companhia  CFB, a Delegação Aduaneira, o Kiosque internacional. Há ainda oficinas e armazéns de zinco, a estação do CFB, várias barracas de lona e cubatas de indígenas."
Os vapores atracam à ponte de madeira construída pela Companhia, constando que a mesma companhia vai construir uma ponte de ferro.
Vê-se já hoje na restinga, feitas este ano, algumas ruas já macdamisadas que dão à pequena povoação um aspecto muito agradável. Estas ruas foram feitas pela Companhia do Caminho de Ferro. Antes de existirem tinha de se caminhar por sobre o areal quente e por sobre as inúmeras linhas que cruzam a restinga em vários sentidos.
O Lobito teve a sua maior força de população e movimento em fins de 1907 e princípios deste ano (1908). Nessa época chegou a ter, seguramente o mínimo de 200 europeus, sendo mais de 150 ingleses e alguns 500 negros, na maior parte também ingleses. Com a paralisação dos trabalhos do caminho de ferro, retirou-se quase toda essa população, estando hoje limitada a uns 70 europeus (muito poucos estrangeiros) e cerca de 160 negros, quase todos cabindas e quitandeiras e lavadeiras da Catumbela e Benguela.
Dos habitantes do Lobito foram apenas incluídos no recenseamento eleitoral deste ano 26 munícipes.
Há hoje no Lobito: 10 senhoras na margem ocidental e 2 na margem oriental; 5 famílias legalmente constituídas na margem ocidental e uma na margem oriental.
Na margem ocidental (restinga) estão montadas 2 pescarias, sendo uma de um europeu de nome José e outra de pescadores naturais de Luanda.
O Hospital, além do médico director, tem um enfermeiro.
As pouquíssimas casas comerciais são todas portuguesa, a saber: na margem ocidental - o Kiosque Internacional, a casa de Horácio Lopes da Silva (comedorias) e o Hotel da Companhia. Na margem oriental - a casa de João Marques Carneiro e Accacio R. Silva.
Há 2 despachantes oficiais que residem na margem oriental.
A margem oriental fica a uma distância aproximada de 500 metros do Morro da Quileva
A restinga do Lobito tem uma área de, pouco mais ou menos, 45ha, quase todos ocupados pelos estabelecimentos e linhas do CFB e terrenos do governo, ficando apenas alguns 10 ha para concessões a particulares.
Em fins de 1907 e princípios de 1908, em que o movimento do Lobito era grande, parecendo a nascente povoação, com o ruído constante do fervilhar das caldeiras e descargas de vapor das máquinas, o chiar das rodas sobre os rails, o silvar das locomotivas e o martelar das oficinas, uma pequena cidadela de ferro e aço fazendo antever um brilhantíssimo futuro à pequena e nova terra de promissão, houve a febre dos pedidos de concessões de terrenos na restinga, em número de dezenas, esperançados todos em novo futuro restaurador. Hoje veio a desilusão com as contínuas intermitências nos trabalhos de construção do caminho de ferro e com a retirada de todos o pessoal da companhia empreiteira.
À primeira esperança sucedeu a desilusão, depois a esta uma nova esperança e ainda depois desta uma nova desilusão.
Hoje ainda se está na expectativa esperançosa de que a companhia arranje capitais para a continuação dos trabalhos e assim venham a ser compensados os sacrifícios que alguns habitantes da Catumbela fizeram indo enterrar-se no Lobito.
Uma coisa que há a notar no Lobito é a falta de iluminação pública que, na margem ocidental, consta apenas de 4 candeeiros que cercam a delegação aduaneira.
A língua de areia ou restinga que forma a baía tem um comprimento aproximado de 4.500 metros (1908) e uma largura média de, pelo menos, 100 metros.
É digno de citar-se o grande mangal do Lobito, que se prolonga pelo fundo da baía fora até quase aos Salgados do Catuno, na grande curva da linha férrea de Catumbela ao Lobito. Mede uma área maior que a da baía..
É uma imensa floresta de mangues que foram sempre utilizados, sulcada por numerosíssimos canais, em caprichosos zigue-zagues, tendo alguns desses canais a extensão de 3Km. Toda esta floresta é habitada por um número incomensurável de ostras que vivem agarradas aos mangues, ficando a descoberto nas marés mortas. Dali trem saído sempre ostras para Catumbela, Lobito e Benguela e da sua casca têm alguns habitantes da margem oriental feito uma cal muito branca. Para se cortar mangues (tungas) é preciso uma licença da administração do concelho da Catumbela, e que só é passada depois de se ter pago à fazenda nacional um imposto de 200 réis por cada tunga a cortar. Esta madeira é muito resistente e empregava-se muito antigamente nos tectos das casas em Benguela e Catumbela.
O mangal e a ostreira foram sempre objecto de frequentes pic-nics antes do período actual.
A praia do Lobito abunda em conchas marinhas actuais e fósseis.
Existe no Lobito uma fonte de água salobra que, bebendo-se, produz nos primeiros dias diarreia a quem não estiver habituado a bebê-la. Esta nascente, serviu, em outros tempos de abastecimento aos navios negreiros que iam ao Lobito fazer aguada. A nascente fica no conhecido Vale da Quileva e o orifício de onde brota a água, tem, quando muito, um diâmetro de 10cm.
O abastecimento de água do Lobito é feito hoje pela água canalizada do Catumbela, pertencente à Companhia de Ferro, a qual vende aos habitantes a razão de 1$000 réis por metro cúbico."

Considerando que a Cidade do Lobito completa o seu Centenário no dia 2 de Setembro de 2013, o que atesta a longevidade e a maturidade dos seus citadinos e não só;
Considerando que esta cidade é detentora de uma identidade própria que esteve na sua origem e formação e que são hoje marcas inalienáveis dos lobitangas;
Considerando que ao longo destes cem anos existiram nesta cidade símbolos heráldicos diferentes, uma que vigorou até 1975 e a outra que vigora desde a década de noventa até aos dias de hoje - épocas e contextos totalmente diferentes da realidade político – social actual;
Havendo necessidade de se criar símbolos heráldicos que reflicta a identidade, princípios e valores da cidade do Lobito e do País, emergindo da vontade e anseios da comunidade;
Usando das competências que lhe são conferidas pelas alíneas f) e g) do Artigo 45º da Lei nº 17/10, de 29 de Julho, coadjuvados pela alínea a) do Artigo 52º do mesmo diploma,
Administração Municipal do Lobito apresenta o novo símbolo Heráldico (Brasão), seleccionado no Concurso de Criação dos Novos Símbolos Heráldicos da Cidade, a qual o Vencedor foi o jovem lobitanga e Designer Gráfico Roberto Ferreira de Oliveira Almeida Neto, formado em Design Gráfico na Universidade Federal do Paraná (Brasil-Curitiba):
O Brasão da Cidade do Lobito foi desenvolvido com base nas regras da Heráldica, porém com algumas modificações em prol do reconhecimento do seu elevado nível sócio demográfico. Assim sendo, o primeiro elemento gráfico visual representado e na posição do Elmo é o Nome da Cidade com o propósito de auto-promover a cidade e o seu povo.
Abaixo do Nome temos o Escudo (Protecção), que em si só representa as bases de desenvolvimento e de apoio da cidade, no caso os filhos da terra e as infra-estruturas reconstruídas e melhoradas, neste caso o Porto do Lobito e o Caminho de Ferro de Benguela.
A frente do escudo e centralizado está representada de modo abstracto o Sol, o Mar e a Areia (Terra) em referência ao Belo e Extenso Litoral do Lobito, um dos mais belos do país devido ao seu Sol forte e escaldante e mar quente de tons azulados!
Na borda do Escudo estão representados outros símbolos regionais bem conhecidos na sociedade, os Flamingos, em referência a beleza inigualável que atribuem a cidade e a Âncora em referência a sua posição como Cidade Marítima.
Quanto às cores utilizadas (a cor laranja, azul e castanho) além de facilitarem a identificação dos elementos representados no escudo carregam conceitos como:
(a Cor Laranja) Força, Crescimento e Determinação, (o Azul) Liderança, Inteligência e Credibilidade, (o Castanho) a Terra, a Maturidade, Consciência e Responsabilidade.
Duo Ouro Negro /**Muxima**
Ao recordar o saudoso Ouro Negro, com a sua canção emblemática, saúdo a cidade de Benguela em Angola, que é capital do distrito. Nasci na cidade do Lobito a 20 Km   de Benguela. Conheci a minha terra  em 1974  aos 22 anos, guardo-a no coração, bem como esta bela canção.

Até sempre Duo Ouro Negro e muito obrigado

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