domingo, 26 de setembro de 2010

"dependências do Colombo Português "





Por: Manuel Luciano da Silva, Médico

Tenho dito muitas vezes que quando faço as minhas investigações históricas uso sempre os mesmo métodos científicos que pratiquei na Medicina Interna durante 45 anos.

Foi com este método de pesquisas que consegui descobrir coisas originais que escaparam aos chamados historiadores. Muitas vezes chego até a fazer uma análise comparativa entre a evolução da História e da Medicina.

Durante quinhentos anos o mundo tem acreditado na mentira que o navegador Cristóvão Colombo nasceu em Génova e por isso passou a ser considerado italiano, embora a Itália só em 1861 é que se tornou uma nação independente depois da unificação das doze repúblicas, reinados e ducados.


A península itálica tinha estado unida anteriormente até à queda do império romano do ocidente no ano 476.
Vamos então analisar as metamorfoses que a Medicina passou nos últimos quinhentos anos para aproveitarmos certos ensinamentos úteis para compreendermos melhor os documentos referentes ao diagnóstico da Portugalidade do Navegador Cristóvão Colombo.
Até 1792, trezentos anos depois da descoberta da América, ninguém nos Estados Unidos queria saber da história do Cristóvão Colombo. Neste mesmo período a Medicina pouco avançou na descoberta sobre vários agentes infecciosos das múltiplas doenças e muito menos nos tratamentos específicos.

Só a partir da metade do século 18 é que a medicina começou a coordenar a investigação científica com a prática da clínica médica. Foi também a partir do século 18 que o nome do navegador Cristóvão Colombo começou a ser apreciado nos Estados Unidos.

Agentes infecciosos:

Os agentes infecciosos são de três tamanhos:

(1)A olho nu: pulgas, piolhos, lombrigas, bicha solitária, etc.
(2)Ao microscópio vulgar que pode aumentar até sete mil vezes. Exemplos: bactérias, etc. Descoberta do holandês Antone van Leeuwenhoek em 1674.
(3)Ao microscópio electrónico que pode aumentar até um milhão vezes! Descoberta de dois alemães Max Knoll e Ernst Rusca em 1931. Um mundo completamente desconhecido da humanidade! Podendo até fotografar um átomo! Exemplos: vírus.

Descoberta do microscópio vulgar

A descoberta do microscópio vulgar pelo holandês Leeuwenhoek abriu o mundo fantástico da microbiologia em 1674.

Ele é considerado o Pai da Biologia Microscópica. Foi o primeiro ser humano a ver bactérias, espermatozóides, células sanguíneas, capilares, fibras musculares, etc. Ele nunca escreveu um livro, mas mandou 560 cartas com desenhos das imagens que viu através do seu microscópio, para a Sociedade Real Inglesa.

Nunca frequentou uma universidade, mas as suas investigações revelam um pesquisador e cientista extraordinário.


Construiu 250 microscópios e alguns deles chegaram a ter o poder de aumentar as imagens 500 vezes! Nunca revelou o segredo de fabricar as suas lentes.

Com a descoberta do microscópio os cientistas, biólogos e médicos, começaram a querer descobrir os vários tipos específicos de bactérias causadores de determinadas doenças. Por esta razão os dois séculos 18 e 19 foram aqueles que mais descobertas produziram na identificação dos micróbios responsáveis por doenças especificas.

A medicina passou a saber quais os micróbios específicos que causam a tuberculose, difteria, pneumonia, gonorreia, sífilis, lepra e uma variedade de infecções por estafilococos e estreptococos. Muitos nomes tornaram-se imortais por terem feitos estas grandes descobertas, como Pasteur, Koch, etc.

Outras doenças

O entusiasmo foi tanto em encontrar um micróbio para cada doença que os próprios cientistas perderam o objectivo em encontrar OUTRAS CAUSAS DIFERENTES para OUTRAS doenças como o beribéri, a pelagra, o raquitismo, o escorbuto e certos tipos de anemia. O conceito era: se os doentes com estas enfermidades apresentam sintomas típicos e alguns até acabam por morrer, porque é que não se encontram neles bactérias típicas para essas doenças?

Foi então que nasceu no mundo científico um novo CONCEITO de pesquisas: SÃO DOENÇAS
CAUSADAS POR DEFICIÊNCIAS de outras substâncias DIFERENTES das bactérias.

Foi por este motivo científico que as VITAMINAS foram descobertas.
Nascimento das Vitaminas

Os cientistas estiveram durante vários anos como que embriagados com o desejo de encontrar micróbios para todas as doenças e não queriam aceitar OUTRAS POSSIBILIDADES como causas de doenças!

Exemplos das doenças devido à FALTA de vitaminas:

(1) Beribéri (significa em asiático = “não posso”) é uma doença do sistema nervoso devido à falta de vitamina B1. Descobriu-se nos presos na Ásia que comiam arroz descascado. Deram-lhes arroz com casca e a doença desapareceu. Verificou-se mais tarde que a casca do arroz tem a Vitamina B1 ou tiamina.

(2) O raquitismo é devido à falta de vitamina D e à falta de sol porque os raios ultravioleta produzem vitamina D.

(3) O escorbuto – o terror dos marinheiros – é devido a uma deficiência da vitamine C.

(4) A anemia perniciosa é devida à falta de vitamina B12.

(5) A pelagra é devido à falta de vitamina B3, ou triptofano.

Até hoje já se descobriram mais de 20 substâncias com propriedades semelhantes às vitaminas.

Foi com este espírito aberto que os cientistas vieram também a descobrir vários tipos de hormonas, produzidas pelas glândulas endócrinas, bem como a suas potencialidades metabólicas.
Deficiências e Dependências

Foi por esta influência médica das doenças causadas por deficiências que me senti inspirado para ir com a minha mulher ao Vaticano e verificar se lá haveria alguns documentos sobre a possível portugalidade do navegador Cristóvão Colombo ou Colon. Queríamos saber se haveria no Vaticano alguma “VITAMINA” que fosse determinante na portugalidade do navegador. Encontramos lá duas Bulas Papais!

Há 500 anos o nome do navegador em várias línguas era:

Latim = Christopher Columbus
Italiano = Cristoforo Colombo
Espanhol = Cristóval Colon

Português = Cristofõm Colon (português antigo)
 
Português moderno = Cristóvão Colon

Primeira Bula data de 3 de Maio de 1493. Note o nome Crhistofom Colon

Segunda Bula data de 4 de Maio de 1493. Note o nome Cristofõm Colon

(A) -- Ao consultar as duas primeiras Bulas Papais do Papa Alexandre VI, de 3 e 4 de Maio de 1494, verificamos que o nome do Navegador estava escrito em PORTUGUÊS ANTIGO – CRISTOFÕM COLON.

Outra coisa importante que temos que saber é que a letra “f” no português antigo transforma-se na letra “v” e o Cristofõm transformou-se em Cristóvão.

Devemos notar também que os textos de ambas as Bulas Papais são totalmente escritas em latim, mas o nome do navegador não está escrito em latim Christopher Columbus.


Se o Vaticano está localizado em Roma porque é que o nome não aparece escrito em italiano - Cristoforo Colombo?
 Bula papal de 3 de Maio 1493, que refere o nome de Cristofom Colon
Se as Bulas foram dirigidas aos Reis Católicos Espanhóis porque é que o nome não está escrito em espanhol Cristóbal Colon ?

Nós consideramos a descoberta do nome Cristofõm Colon nas Bulas Papais como uma importantíssima VITAMINA para a portugalidade do Navegador!

(B) -- Além da descoberta das duas Bulas Papais queremos salientar a análise correcta da Sigla que é outra importante VITAMINA. Infelizmente existem em Portugal historiadores que não percebem NADA da pontuação grega -- vêem-se “gregos”… - a olhar para a Sigla e depois servem-se da cabala para interpretar a Sigla, quando a cabala é uma coisa estúpida e cheia de fantasias!

(C) -- A terceira VITAMINA é a decifração do Monograma, no qual a minha mulher desentrelaçou as três letras -- S F Z -- como sendo as iniciais do nome em português do navegador, Salvador Fernandes Zarco.
Já temos estas descobertas registadas e outras mais com copyright na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América.

“Mais papistas que o Papa!”

Tem havido e continua a haver em Portugal vários grupos de professores e historiadores que NUNCA examinaram as Bulas Papais, nem sabem ler a Sigla e não percebem NADA do Monograma, mas armam-se em sabichões e escrevem baboseiras a respeito do Navegador Cristóvão Colon como sendo genovês. Que grandes patriotas!


Nos nossos livros não gastamos espaço NENHUM a mencionar os nomes destes indivíduos, nem incluímos na bibliografia as obras que eles publicaram, porque continuam a repetir a mesma mentira de que o navegador era genovês.
Bula Papal de 4 de Maio de 1493 que refere o nome Cristofõm Colon

Já demonstrei que TODOS os documentos referentes à teoria genovesa são FALSOS! É como se a teoria genovesa tivesse existido num “período bacteriano”! Agora estamos no período das VITAMINAS, isto é, dos DOCUMENTOS VERDADEIROS: (1) Bulas Papais, (2) Verdadeira Sigla; (3) Monograma: (4) Bênção; (4) mais de 40 topónimos portugueses nas Caraíbas; (5) e também a prova do DNA de que o Navegador não podia ter sido italiano, nem francês, nem espanhol! Só podia ter sido uma coisa: Português!

Porque será que os historiadores actuais não consideram a descoberta das duas Bulas Papais com o nome em português a MAIOR descoberta de todas as investigações sobre a Portugalidade do Cristóvão Colon?! Por inveja?! Em investigação científica o documento é que manda, não são os sentimentos pessoais!


Felizmente que a Portugalidade do Navegador está a GANHAR em todas as frentes. A verdade é como o azeite vem sempre à tona da água. Ainda Bem! Sentimo-nos muito felizes com este conjunto de conquistas! A nossa Pátria de Origem, Portugal, é que finalmente vai ser o grande VENCEDOR!

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