terça-feira, 27 de abril de 2010

" Selo do Correio, Angola"




 


Selos de Angola e Congo (1870/1974) Concepção e texto de Carlos Kullberg
Angola - O Selo de Correio
Terá sido em Maio de 1840 que o inglês Sir Rowland Hill inventou o selo de correio.
Em Portugal, a reforma postal deu-se em 1852, o uso dos selos postais adesivos, vieram a ser emitidos em 1853 com a efígie de D. Maria II.
Os correios eram de início uma instituição ao serviço exclusivo do soberano. Quando foram postos à disposição de todo o público, o Estado conservou o privilégio da prioridade e da gratuidade do transporte do correio.
O selo é um mensageiro que não tem fronteiras, descreve em todos os idiomas as maravilhas da natureza e a longa história das civilizações.
A antiga Colónia Portuguesa de Angola, emitiu o seu primeiro selo, do tipo Coroa, de 5 réis, em 1870. Desde esta data e até 1974, muitas emissões de selos de correio foram entretanto emitidas, (de referir que os selos eram litografados na Casa da Moeda em Lisboa).
No período compreendido entre 1961 e 1963, Angola emitiu as seguintes séries de selos:
Tipos Femininos;
Desporto. Motivos diversos;
Erradicação do Paludismo;
Cinquentenário da Cidade de Nova Lisboa;
Escudos de Armas de Cidades e Vilas de Angola;
15º. Aniversário do Serviço Internacional para o Combate ao Gafanhoto Vermelho;
Viagem Presidencial;
Escudos de Armas de Cidades e Vilas de Angola (2ª. Série) e X Aniversário da T. A. P.
Considerando que o selo de Correio, não tem fronteiras e que a par da sua função postal, é divulgador privilegiado da história, do património e da cultura dos povos, que assinala efemérides e não só, considerei interessante colocar no blogger alguns selos (temáticas) de Angola.
A História de Angola está a fazer-se e terá sempre dois grandes capítulos fundamentais: antes e depois da Independência.

No I Capítulo –
Antes da Independência, não será possível esquecer os cinco séculos de convívio, nem sempre pacífico, dos portugueses com os povos de Angola desde o Zaire ao Cunene e, para leste, até aos grandes planaltos do Uíge, Huambo, Bié, Alto Zambeze e Terras do Fim do Mundo.
Ali se caldearam etnias, às dezenas, diversas entre si, tendo todas como elemento aglutinador, o português. Os portugueses criaram uma entidade nova, um País Novo, que hoje é uma potência incontornável na região sub-saariana, com fronteiras definidas e reconhecidas pelos outros povos vizinhos. Esta realidade nova é uma criação dos portugueses e de mais ninguém, a não ser do próprio povo angolano, com suas lutas e crises de crescimento





1953 – Fauna de Angola
Desenhos representando diferentes espécies da fauna das selvas angolanas. Impressão litográfica pela Litografia Maia do Porto, sobre papel porcelana, em folhas de 100 selos com denteado 13. Policromados,foram emitidos 6 milhões de selos de 5 cts, 6 milhões de selos de 10 cts, 6 milhões de selos de 20 cts,5 milhões de selos de 30 cts, 4 milhões de selos de 40 cts, 5 milhões de selos de 50 cts, 8 milhões de
selos de 1 Ag, 3 milhões de selos de 1,50 Ags, 8 milhões de selos de 2 Ags, 2 milhões de selos de 2,30Ags, 3 milhões de selos de 2,50 Ags, 3 milhões de selos de 3 Ags, 2,5 milhões de selos de 3,50 Ags, 2,5 milhões de selos de 4 Ags, 2,5 milhões de selos de 5 Ags, 800 mil selos de 7 Ags, 800 mil selos de 10Ags, 700 mil selos de 12,50 Ags, 700 mil selos de 15 Ags, e 500 mil selos de 20 Ags. 
FAUNA ANGOLANA – Toda a Província de Angola é rica na sua fauna, sendo um dos territórios de maiorvalor cinegético. Nele se encontram grandes mamíferos, bovinos, grandes carnívoros, pequenos carnívoros, grandes antílopes, médios e pequenos antílopes, porcos bravos, equídeos, macacos, répteis, aves,etc.. Alem de grande variedade e quantidade de animais selvagens, possui Angola espécies consideradasraras como sejam o gorila e o chimpanzé, e uma espécie única “Palanca Preta” ou “Palanca Gigante” que
só habita a região compreendida entre os rios Cuango e Luando e está reduzida a algumas centenas decabeças. O Sul de Angola até ao paralelo 14 é, sensivelmente, a zona mais rica em fauna da Província,existindo no entanto algumas espécies no Norte. Os mais corpulentos animais selvagens existentes em Angola estão representados na presente emissão de selos, e são (por ordem de taxas na série): Leopardo, palanca, elefante, gunga, crocodilo, impala, zebra, sotatonga, rinoceronte, guelengue, leão, búfalo, cabrade leque, gnu, vaca do mato, facochero, burro do mato, hipopótamo, ungiri, e girafa.

1951 – Aves Indígenas
As aves em suas cores naturais. Impressão em heliogravura, por Courvoisier S. A., de La Chaux-de-FondsSuiça, sobre papel porcelana entremeado de fios de seda azuis e vermelhos, em folhas de 100 selos com denteado 11,5. Foram emitidos 1,5 milhões de selos de 5 cts cinzento azul e preto, 1,5 milhões de selos de 10 cts castanho e azul esverdeado, 1,2 milhões de selos de 15 cts castanho e rosa, 1 milhão de selos de 20 cts castanho amarelo e amarelo, 4 milhões de selos de 50 cts preto e cinzento azul, 3 milhões de selos de 1 Ag sépia e cinzento violeta, 1 milhão de selos de 1,5 Ags preto cinzento e creme, 1 milhão de selos de 2 Ags castanho e bistre, 1,5 milhões de selos de 2,5 Ags castanho e cinzento azul, 1 milhão de selos de 3 Ags ardósia e amarelo, 1 milhão de selos de 3,5 Ags preto e cinzento, 400 mil selos de 4 Ags castanho e cinzento, 200 mil selos de 4,5 Ags preto e violeta claro, 460 mil selos de 5 Ags azul e verde, 200 mil selos de 6 Ags castanho e azul claro, 200 mil selos de 7 Ags preto e laranja, 200 mil selos de 10 Ags sépia e lilás rosa, 140 mil selos de 12,5 Ags castanho e verde azeitona, 140 mil selos de 15 Ags preto e amarelo esverdeado, 100 mil selos de 20 Ags preto e ocre, 80 mil selos de 25 Ags preto e rosa, 80 mil selos de 30 Ags azul escuro castanho e ocre, 60 mil selos de 40 Ags sépia e amarelo, e 40 mil selos de
50 Ags verde azul e castanho. A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
AVES – Animais vertebrados, ovíparos, de respiração pulmonar, sangue quente, pele coberta de penas, com os membros anteriores transformados em asas. São conhecidas mais de 10.000 espécies de aves.
Na Província de Angola contam-se mais de 500 espécies diferentes, algumas das quais foram retratadas na presente série de selos: (.05) falcão, (.10) gaio azul, (.15) águia, (.20) abelharuco, gralha, milheirós, (.50) cerilo, (1.) bucaradão, ave trepadora, (1.50) bico aberto, (2.00) buco, calau, (2.50) talha-mar ou bico rasteiro, (3.00) açôr, (3.50) abetarda real, (4.00) papa-figos, clérigo, (4.50) urolistes, (5.00) quine, janjo, (6.00) estorninho de cauda em cunha, (7.00) família dos conirrostrus, (10.) pica-peixes, (12.50) família
passariforme, (15.00) estorninho de asa branca, (20.00) família passariforme, (25.00) família passariforme, (30.00) tanagrédia, (40.00) serpentário, (50.00) papagaio pequeno





A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
1957 – Emissão «Tipos Indígenas»
Desenhos de Neves e Sousa, representando doze diferentes tipos indígenas da Província de Angola.
Impressão em helio gravura por Courvoisier S. A., Suiça, sobre papel porcelana entremeado de fios de sêda azuis e vermelhos, em folhas de 100 selos com denteado 11,5. Foram emitidos 4 milhões de selos de $05 cinzento e castanho, 4 milhões de selos de $10 oca e castanho, 3 milhões de selos de $15 verde azul e castanho, 3 milhões de selos de $20 lilás rosa e castanho, 2 milhões de selos de $30 rosa castanho e amarelo, 2 milhões de selos de $40 cinzento azul e castanho, 1 milhão de selos de $50 verde azeitona e castanho, 1 milhão de selos de $80 violeta castanho e amarelo, 1 milhão de selos de 1$50 bistre castanho e vermelho, 1 milhão de selos de 2$50 verde castanho e azul, 1 milhão de selos de 4$00 amarelo laranja e castanho, e 1 milhão de selos de 10$00 rosa e castanho.

TIPOS INDÍGENAS DE ANGOLA – A população indígena de Angola, de cerca de quatro milhões de indivíduos, é formada por uma grande diversidade de tribos, das quais poderemos destacar na Região de Noroeste – lungos, congos, cabindas, mussorongos, moxicongos, mahungos, dembos, mussulos, bangalas, jingas e songos; na Região de Lunda – muxinjes, macossas, minungos, e quiocos; na Região do Centro Ocidental – mossumbos, libolos, seles, quissamas, mondombes, andulos, bananos e bailundos; na Região do Centro Oriental – lobales, luenas, luchazes e ambuelas; na Região Sudoeste – munhanecas, muhimbes, muncumbis, cuanhamas, evales, munhingas, ovampos e ambuelas-mambundas. Estão representados na presente série de selos, os TIPOS INDÍGENAS: Soba de Quelamalange, Flautista do Andulo (Bié), Dembos (Luanda), Dançarino Quissama (Baixo Quanza), Casal da Quibala (Novo Redondo),
Dançarina do Bocoio (Benguela), Mulher Quissama (Baixo Quanza), Mulher Cuanhama (Huíla), Mulher de luto (Luanda), Dançarino do Bocoio (Benguela), Muquixe (Mosico), e Soba de Cabinda.


Neves e Sousa desenhou a colecção de selos de 1957 sobre Tipos Indígenas de Angola.
Texto de Miguel Anacoreta Correia, que foi o coordenador do lançamento do livro e a imagem dos doze selos da colecção:
Descrição de cada selo
O selo de $05 representa um soba de Malange, com o seu barrete em forma de chifres, mais ou menos longos, consoante a sua dignidade e hierarquia. O selo de $10 mostra um tocador de flauta do planalto do Bié. O selo de $15 representa trajes característicos da Região dos Dembos. O selo de $20 representa um bailarino Quiçama, da região do Kwanza, armado dum “javite” (pequeno machado) e de um rabo de antílope que agita num ritual, simbolizando a caça antes e depois de abatida. O selo de $30 mostra um casal da Região do Bailundo, com os seus trajes característicos. O selo de $40 representa um dançarino do Bocoio, região próxima do Lobito. O selo de $50 mostra uma mulher Quiçama, habitante do que era uma rica região de caça a poucas dezenas de quilómetros de Luanda. O selo de $80 mostra uma orgulhosa mulher kwanhama. O selo de 1$50 representa uma mulher de luto de Luanda. Está envolta nos seus panos pretos e na cabeça usa uma espécie de turbante, sustentado por um canudo de cartão, que segura na cabeça e é coberto pelo pano. É uma indumentária em regressão. O selo de 2$50 representa um bailarino da região do Bocoio, com frutos secos nas mãos, e cujo chocalhar das sementes marca o ritmo da dança. O selo de 4$00 representa um muquíxi do Moxico, com a máscara que é usada em certas cerimónias em que esconjura os maus espíritos. Finalmente, o selo de 10$00 mostra um soba de Cabinda.



A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
1961 – Emissão «Tipos Femininos de Angola»
Reproduções retratando 16 diferentes tipos femininos da Província de Angola. Impressão litográfica da Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 13,5. Policromados, foram emitidos 6 milhões de selos de $10, 5 milhões de selos de $15, 4 milhões de selos de $30, 2,5 milhões de selos de $40, 2 milhões de selos de $60, 5 milhões de selos de 1$50, 2 milhões de selos de 2$00,
5 milhões de selos de 2$50, 500 mil selos de 3$00, 500 mil selos de 4$00, 1 milhão de selos de 5$00, 500 mil selos de 7$50, 250 mil selos de 10$00, 250 mil selos de 15$00, 250 mil selos de 25$00, e 250 mil selos de 50$00.
TIPOS INDÍGENAS DE ANGOLA – A população indígena de Angola, de cerca de quatro milhões de indivíduos, é formada por uma grande diversidade de raças, das quais poderemos destacar na Região de Noroeste – lungos, congos, cabindas, mussorongos, moxicongos, mahungos, dembos, mussulos, bangalas, jingas e songos; na Região de Lunda – muxinjes, macossas, minungos, e quiocos; na Região do Centro Ocidental – mossumbos, libolos, seles, quissamas, mondombes, andulos, bananos e bailundos; na Região do Centro Oriental – lobales, luenas, luchazes e ambuelas; na Região Sudoeste – munhanecas, muhimbes, muncumbis, cuanhamas, evales, munhingas, ovampos e ambuelas-mambundas. Estão representados na presente série de selos, os TIPOS INDÍGENAS: Soba de Quelamalange, Flautista do Andulo (Bié), Dembos (Luanda), Dançarino Quissama (Baixo Quanza), Casal da Quibala (Novo Redondo),
Dançarina do Bocoio (Benguela), Mulher Quissama (Baixo Quanza), Mulher Cuanhama (Huíla), Mulher de luto (Luanda), Dançarino do Bocoio (Benguela), Muquixe (Mosico), e Soba de Cabinda.

A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
1938 – Emissão Comemorativa da Primeira Viagem Presidencial ao Ultramar
Desenho representando o “Padrão de S. Jorge”, em gravura a talhe doce por Bradbury, Wilkinson & Cª. Ltd. de Londres, com impressão sobre papel liso em folhas de 100 selos com denteado 12,5. Emitidos selos de 80 cts verde esmeralda, 1,75 Ags azul escuro, e 20 Ags castanho vermelho. Circularam de 29 de Julho a 29 de Outubro de 1938.
PADRÃO – Pedrão ou pedra grande – Monumento que os descobridores portugueses levantavam nas terras que descobriam, assinalando a soberania da coroa portuguesa. Por ocasião da Primeira Viagem Presidencial às Colónias de S. Tomé e Angola, feita pelo Presidente Carmona, foi levantado na foz do Rio Zaire, um padrão que é cópia fiel do Padrão de S. Jorge que em 1482 ali havia sido colocado por Diogo Cão (ver biografia na emissão de Portugal, 1945).




 
 
1963 – Emissão «Igrejas de Angola»
Gravuras, representando dezoito das igrejas de Angola. Impressão litográfica da Litografia Nacional, Porto,sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 14. Foram emitidos com as igrejas nas suas cores naturais, 2,5 milhões de selos de $10 lilás, 2 milhões de selos de $20 rosa, 2 milhões de selos de$30 azul, 1,5 milhões de selos de $40 rosa-castanho, 1 milhão de selos de $50 verde-azul, 600 mil selosde 1$ amarelo-claro, 500 mil selos de 1$50 azul-lilás, 500 mil selos de 2$ amarelo-torrado, 1 milhão de selos de 2$50 azul-claro, 400 mil selos de 3$ castanho-claro, 400 mil selos de 3$50 verde-oliva, 400 mil selos de 4$ castanho-claro, 400 mil selos de 4$50 azul-claro, 400 mil selos de 5$ castanho-cinzento, 350mil selos de 7$50 rosa-claro, 350 mil selos de 10$ amarelo, 350 mil selos de 12$50 castanho, e 350 milselos de 15$ lilás
IGREJA – Templo destinado à celebração de um culto cristão. A arquitectura interior das igrejas obedece a divisões comuns que são: Pórtico, nave principal, naves laterais, cruzeiro, coro, colaterais, santuário,altar-mor, e abside. A arquitectura exterior dos muitos templos é diversa, e obedecendo geralmente aos estilos das diferentes épocas. A primeira igreja edificada em Angola, foi a Ermida de N. S da Nazaré, em Luanda 1664 (ver descrição na emissão de 1948






da riquíssima fauna angolana, espécies que figuram nesta série de 1953. “Os mais corpulentos animais selvagens existentes em Angola estão representados na presente emissão de selos, e são (por ordem de taxas na série): Leopardo, palanca, elefante, gunga, crocodilo, impala, zebra, sitatonga, rinoceronte, guelengue, leão, búfalo, cabra de leque, gnu, vaca do mato, facochero, burro do mato, hipopótamo, ungiri e girafa”, enumera o filatelista Carlos Kullberg, em Selos de Angola e Congo (1870-1974)
  
 

 
 
 
 
 




selos de Angola (Angola e Congo ) 1870 a 1975



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