quinta-feira, 29 de abril de 2010

" o problema da latitude, orientação pelo Sol e Estrela Polar "


A ideia da esfericidade da Terra não foi muito difícil de aceitar.
A projecção das sombras da Terra na Lua durante os eclipses parciais e a forma da Lua e do Sol, eram os sinais com que a Natureza argumentava contra aqueles mundos planos cheios de precipícios para os infernos.
Os gregos já aceitavam a esfericidade da Terra e o geógrafo Eratóstenes, que dirigia então a célebre biblioteca de Alexandria, foi o primeiro a calcular o perímetro do nosso planeta e com um erro bem inferior a Cristóvão Colon 2.000 anos antes deste.
A partir da sombra de um obelisco em Alexandria calculou que, ao meio-dia do dia do solstício de Verão, o Sol distava do zénite 1/50 da circunferência. Sabia também que em Siena no Alto -Egipto (hoje em dia Assuão), naquele dia, o sol não projectava qualquer sombra nos fundos dos poços ao meio-dia.
Como as duas cidades estavam aproximadamente no mesmo meridiano, concluiu assim que o comprimento deste seria 50 vezes a distância entre elas, distância esta já conhecida.
Com os meios técnicos de então a precisão foi espantosa. Um erro apenas de 24 Km em 40.000 Km!
Esquema de Eratóstenes para cálculo do meridiano. Foi talvez a primeira noção de latitude, ainda que não angular.
Hiparco, um matemático grego e um grande astrónomo, a quem se atribui a criação da Trigonometria, passou a medir a latitude de 0 a 90 graus a partir do Equador e especificou lugares na terra usando coordenadas do tipo latitude / longitude.


Atribui-se também a Hiparco a criação do astrolábio, com o qual se mediam alturas, instrumento que os portugueses simplificaram e adaptaram para o uso náutico.

Ao longo dos tempos outros instrumentos náuticos para tomar alturas foram aparecendo, como o quadrante, a balestilha e finalmente o sextante, cuja precisão de leitura foi sendo melhorada até ao segundo de arco.
Tomando altura de um astro. Não se pode propriamente falar do problema de latitude à semelhança do da longitude, já que o método de determiná-la era conhecido desde a antiguidade e não oferecia grandes problemas.
Quando não se avistava terra, as navegações oceânicas obrigavam ao conhecimento da posição, e como não havia pontos de referência, foram os astros a servirem esse propósito.
O primeiro terá sido a estrela Polar, pela qual os portugueses no séc. XV tomavam a altura quando saíam e comparavam dias depois transformando a diferença da medida do arco em léguas navegadas.
No início um grau equivalia a 16 léguas e 2/3 acertando-se no final do séc. XV para 17,5 léguas por grau. Este método obrigava a que a tomada da altura fosse feita num determinado momento.
nocturlábio ou roda polar foi o instrumento usado para se saber as horas e também fazer as necessárias correcções na leitura, já que no séc. XV a estrela Polar não estava directamente sobre o pólo e fazia um raio de 3,5º com este.
Devido ao fenómeno de persecução dos equinócios, este astro encontrava-se num movimento de aproximação do pólo e um século depois o raio era já bem inferior a 3º.  As tabelas tinham de ser sucessivamente corrigidas ao longo dos tempos.
Este tipo de navegação era conhecido por Regimento do Norte e foi um grande avanço na navegação astronómica.
À medida que a navegação se aproximava do Equador a estrela Polar ia desaparecendo sendo a alternativa encontrar outra estrela com propriedades semelhantes.

Como se localiza a estrela polar: 

Primeiro acha-se  a Ursa Maior. Prolonga-se 5 vez a distância das estrelas  "alpha e beta",  estrelas que ficam opostas à cauda da constelação, no sentido da convexidade da cauda.

Achará a Estrela Polar mais brilhante, sendo a última estrela da cauda da Ursa Menor. 

A Estrela Polar indica-nos as imediações do Pólo Norte Geográfico Celeste  

No hemisfério Austral uma estrela, Crucis ou Pé do Cruzeiro, foi usada para o cálculo da latitude, mas a distância daquela relativamente ao pólo não terá permitido cálculos muito rigorosos.
Chegou-se também a fazer um regimento daquela estrela, mas o cálculo a partir daquela não era muito do agrado da maioria dos pilotos portugueses.
O uso da meridiana, tomada da altura do Sol quando este passa no meridiano do observador, foi o método mais apreciado e fácil qualquer que fosse o hemisfério. As regras eram simples e já havia tabelas com a declinação para todos os dias do ano. Este método era conhecido pelo Regimento do Sol.
As cartas náuticas, até então pouco ou nada precisas, passam a partir de agora a ter um maior rigor graças a uma latitude observada.
latitude

A latitude é o arco do meridiano que passa no lugar desde o equador até ao paralelo do lugar.
Conta-se de 0º a 90º a partir do Equador e é Norte ou Sul conforme o hemisfério terrestre onde se encontra o lugar.
Nos cálculos a latitude toma valor positivo a Norte e negativo a Sul.
Para obtermos a latitude de um lugar temos de tomar a altura do astro (normalmente o Sol ao meio-dia solar, também chamada de meridiana) e em conjunto com as tabelas náuticas, onde obtemos a
declinação do astro naquele dia, fazemos os cálculos necessários.
Um meridiano é um círculo máximo que passa por ambos os pólos.  Os paralelos, que devem o seu nome ao facto de serem círculos paralelos ao Equador, marcam as latitudes.  
O grande mistério da longitude na navegação

26-03-1762 D.C.

No dia 26 de Março de 1762, o grande mistério da longitude foi resolvido quando um cronómetro que orientou com sucesso o navio HMS Deptford de Portsmouth para a Jamaica. Durante grande parte da história, muitas mentes científicas tentaram encontrar um método para determinar a longitude exacta, fundamental para descrever a cartografia e saber da localização exacta na navegação oceânica.
No século 3 a. C, astrónomo grego Eratóstenes propôs o primeiro sistema de latitude e longitude para um mapa do mundo.
Até o século 2 a.C., Hiparco, um astrólogo e astrónomo grego, propôs um sistema de determinação da longitude, comparando a hora local e absoluto.
No século XI, o muçulmano erudito Al-Biruni estabeleceu a moderna noção que o tempo e a longitude estão relacionados ao conceito de que Terra girava sobre um eixo.
A partir daí, dezenas de cientistas, de Galileu a Edmund Halley ou Nevil Maskelyne, buscaram um método preciso para determinar a longitude.

Encontrar a latitude foi fácil:  foi calculada pelo uso dum quadrante e astrolábio para determinar a inclinação do sol ou pelas  estrelas. E determinar a longitude em terra também não foi muito difícil em comparação com a tarefa no mar - em terra, os cientistas tinham uma superfície estável, local confortável e a chance de repetir os experimentos. No mar, os navegadores eram pressionados para saber a sua localização exacta longitudinal, o que muitas vezes causava desastres. Quando um erro de navegação resultou em um acidente com o navio Scilly, em 1707, o governo britânico estabeleceu um prémio de 20 mil libras para quem apresentasse uma solução. Um relojoeiro autodidacta chamado John Harrison acreditava que a solução estava  num dispositivo mecânico que poderia ser colocado em navios, quando iam para o mar. Harrison projectou e construiu um complicado relógio marinho, com duas barras interligadas para suportar o balanço de um navio no mar. Em 1737, o dispositivo foi testado numa viagem a Lisboa. O relógio de Harrison indicava correctamente a posição do navio, mas não estava satisfeito. Harrison construiu então mais cronómetros marinhos, cada um ainda com mais  precisão. Uma cópia de sua invenção foi inclusive levada na viagem do capitão James Cook, entre 1772-1774, que  permitiu ao explorador fazer as primeiras cartas sobre as Ilhas do Mar do Sul. Apesar de cumprir os requisitos para ganhar o prémio, o astrónomo real Nevil Maskelyne não aceitou que o problema da longitude pudesse ser resolvido por meios mecânicos e convenceu o conselho a não entregar o prémio ao relojoeiro. Filho de Harrison, William pediu ao Parlamento Europeu e até mesmo escreveu ao rei George III, que examinou o relógio. No final, Harrison recebeu um total 14.250 libras durante o tempo em que ficou empenhado na solução dos problemas relacionados à longitude. Em 24 de Março de 1776, John Harrison morreu em Londres aos 83 anos. Apesar dos seu invento nunca ter sido padrão para a navegação náutica, seu dispositivo abriu o caminho para a criação das ferramentas modernas de navegação.

O Sol
por Lusitanian Express, em 22.03.16
autoria de Luís D. Lopes publicado em:
http://cabodastormentas1488.blogs.sapo.pt/4-1-o-sol-2062 , a seguir se transcreve até que o autor o  mande retirar deste blogs: 

Existem vários processos que permitem determinar com precisão a direcção do Norte geográfico. Alguns desses processos são muito antigos, já utilizados nas primeiras civilizações, como a grega ou egípcia por exemplo, nomeadamente através das culminações do Sol e da estrela Polar, embora a utilização desta última assentasse num processo de maior complexidade. Neste capítulo vamos abordar de uma forma muito simples um processo de utilização do Sol na determinação do Norte geográfico.
Comecemos por referir que a projecção vertical de um observador na esfera celeste é o seu Zénite.

O movimento aparente do Sol
Durante o percurso aparente que o Sol descreve no céu num determinado lugar, o Sol irá atingir a altura máxima em relação ao horizonte quando cruzar o meridiano (longitude) desse lugar. Nesse momento, o meio-dia solar, o Sol culmina nos azimutes (direcções) norte ou sul, dependendo da latitude do lugar e da declinação do Sol.
Ao longo do ano, o Sol descreve um movimento aparente face ao equador que se situa entre os 23 27´N e os 23 27´S (valores aproximados), constituindo os valores extremos os solstícios e os valores nulos (quando o movimento aparente do Sol cruza o equador) os equinócios.

Esse ângulo em relação ao Equador chama-se declinação (δ) e tem influência directa na forma como vemos o Sol descrever o seu movimento aparente no Céu ao longo do ano.
Um observador situado em Lisboa, e olhando para Sul, nos equinócios e nos solstícios verá o Sol descrever os movimentos que exemplificamos na figura nº 4. Todos os percursos (arcos) aparentes que o Sol descreve no Céu ao longo do ano estão situados entre os arcos extremos, ou seja aqueles que são percorridos pelo Sol durante os solstícios.
Os azimutes no nascimento e no ocaso são obviamente diferentes mas no caso de Lisboa o Sol culmina (altura máxima sobre o horizonte) sempre a sul.
Fig. nº4 – Movimento aparente do Sol ao longo do ano nos céus de Lisboa
Quando o Sol se encontra no Solstício de Verão, ou seja com declinação (δ) igual a 23 º 27’ Norte, o Sol nasce em Lisboa pelo azimute 059º e o ocaso é pelo azimute 301, pelo que estamos perante o maior dia do ano. O inverso acontece no solstício de Inverno, com o Sol a nascer pelos 120º e o ocaso a acontecer 240º, constituindo assim a maior noite do ano. Nos equinócios (declinação nula), a duração dos dias é igual à das noites.

Norte-Sul
Na figura 5,  as setas a vermelho identificam o caminho aparente do Sol quando está acima do horizonte.

Fig. nº5 – Passagem meridiana do Sol
Num lugar cuja latitude é 45 Norte, um observador situado nesse lugar verifica que o Sol cruza o meridiano do observador sempre no azimute (direcção) igual a Sul (180). O momento da passagem do Sol pelo meridiano é aquele em que o Sol atinge máxima altura sobre o horizonte, o meio-dia solar (fig. nº6). 

Fig. nº6 – Passagem meridiana do Sol
Na figura 7, apresentamos um outro exemplo em relação às passagens meridianas do Sol, mas desta vez com o Sol a culminar a norte. As setas a vermelho identificam novamente o caminho aparente do Sol quando está acima do horizonte.

Fig. nº7 – Passagem meridiana do Sol
Num lugar cuja latitude é 45 Sul, um observador situado nesse lugar verifica que o sol cruza o meridiano sempre no azimute (direcção) Norte (360). (fig. nº8)

Fig. nº8 – Passagem meridiana do Sol
 A Estrela Polar 
por Lusitanian Express, em 22.03.16
autoria de Luís D. Lopes publicado em:
http://cabodastormentas1488.blogs.sapo.pt/4-2-a-estrela-polar-2470a seguir se transcreve até que o autor o  mande retirar deste blogs: 

A utilização da estrela Polar na determinação da direcção do norte geográfico aparenta ser um processo mais simples mas não é exactamente assim. De facto, dizer que a Polar está sempre na direcção do norte geográfico não é rigorosamente verdade.
Como primeira dificuldade na utilização da estrela Polar para este efeito, é o facto de a estrela Polar só ser visível no hemisfério Norte, isto em termos astronómicos, pois na prática só é visível para latitudes superiores aos 5-10 graus norte, a identificação visual da Polar é muito difícil em latitudes (norte) que se aproximam do Equador.
Como segunda dificuldade, e para sermos rigorosos, sabemos que a Polar não se encontra exactamente no enfiamento do eixo da Terra, apresentando uma distância angular de cerca de um (1) grau, pelo que a Polar descreve um pequeno círculo no céu em cada dia. O efeito da atracção que o Sol exerce sobre o nosso planeta, que já de si não é uma esfera perfeita, provoca um movimento da projecção do eixo da Terra ao longo de uma circunferência, movimento conhecido por precessão dos equinócios, pelo que esta distância angular varia ao longo dos tempos. 

Em termos práticos podemos visualizar a precessão dos pólos da Terra através do movimento que se observa num pião que roda com o seu eixo ligeiramente inclinado.
Na figura anterior podemos identificar o referido movimento de precessão do eixo da Terra. Cada volta completa dura cerca de 26.000 anos a efectuar. Por este facto, a distância angular da Polar em relação ao Pólo era bem maior nos séculos XV e XVI do que nos nossos dias, sendo então aproximadamente igual a 3.5 graus.
Assim sendo, e como a Polar não se encontra exactamente no enfiamento do eixo da Terra, teríamos que determinar o momento da passagem meridiana da Polar no meridiano do lugar do observador. Ao descrever aparentemente um círculo no céu, isso significa que a Polar passa no meridiano do lugar do observador duas vezes por dia.
Apenas a título informativo, convém referir que na época dos Descobrimentos se tentou ultrapassar esta dificuldade através dos célebres Regimentos (existem vários) da Estrela Polar que os pilotos utilizavam a bordo. Podemos dizer que um Regimento de então correspondia aos guias práticos dos nossos dias.
Com a utilização destes regimentos pretendia-se determinar, com mais ou menos rigor, o momento da passagem meridiana da Polar. Através dos Regimentos era também possível apurar um factor de correcção a considerar no cálculo da latitude do lugar de observação da Polar (como veremos detalhadamente).
Resumindo, identificado o culminar da Polar, o seu azimute nesse momento será sempre Norte e a Polar passará duas vezes por dia pelo meridiano do observador (fig. nº9).



Fig. nº9 – Passagem meridiana da Polar

terça-feira, 27 de abril de 2010

" Selo do Correio, Angola"




 


Selos de Angola e Congo (1870/1974) Concepção e texto de Carlos Kullberg
Angola - O Selo de Correio
Terá sido em Maio de 1840 que o inglês Sir Rowland Hill inventou o selo de correio.
Em Portugal, a reforma postal deu-se em 1852, o uso dos selos postais adesivos, vieram a ser emitidos em 1853 com a efígie de D. Maria II.
Os correios eram de início uma instituição ao serviço exclusivo do soberano. Quando foram postos à disposição de todo o público, o Estado conservou o privilégio da prioridade e da gratuidade do transporte do correio.
O selo é um mensageiro que não tem fronteiras, descreve em todos os idiomas as maravilhas da natureza e a longa história das civilizações.
A antiga Colónia Portuguesa de Angola, emitiu o seu primeiro selo, do tipo Coroa, de 5 réis, em 1870. Desde esta data e até 1974, muitas emissões de selos de correio foram entretanto emitidas, (de referir que os selos eram litografados na Casa da Moeda em Lisboa).
No período compreendido entre 1961 e 1963, Angola emitiu as seguintes séries de selos:
Tipos Femininos;
Desporto. Motivos diversos;
Erradicação do Paludismo;
Cinquentenário da Cidade de Nova Lisboa;
Escudos de Armas de Cidades e Vilas de Angola;
15º. Aniversário do Serviço Internacional para o Combate ao Gafanhoto Vermelho;
Viagem Presidencial;
Escudos de Armas de Cidades e Vilas de Angola (2ª. Série) e X Aniversário da T. A. P.
Considerando que o selo de Correio, não tem fronteiras e que a par da sua função postal, é divulgador privilegiado da história, do património e da cultura dos povos, que assinala efemérides e não só, considerei interessante colocar no blogger alguns selos (temáticas) de Angola.
A História de Angola está a fazer-se e terá sempre dois grandes capítulos fundamentais: antes e depois da Independência.

No I Capítulo –
Antes da Independência, não será possível esquecer os cinco séculos de convívio, nem sempre pacífico, dos portugueses com os povos de Angola desde o Zaire ao Cunene e, para leste, até aos grandes planaltos do Uíge, Huambo, Bié, Alto Zambeze e Terras do Fim do Mundo.
Ali se caldearam etnias, às dezenas, diversas entre si, tendo todas como elemento aglutinador, o português. Os portugueses criaram uma entidade nova, um País Novo, que hoje é uma potência incontornável na região sub-saariana, com fronteiras definidas e reconhecidas pelos outros povos vizinhos. Esta realidade nova é uma criação dos portugueses e de mais ninguém, a não ser do próprio povo angolano, com suas lutas e crises de crescimento





1953 – Fauna de Angola
Desenhos representando diferentes espécies da fauna das selvas angolanas. Impressão litográfica pela Litografia Maia do Porto, sobre papel porcelana, em folhas de 100 selos com denteado 13. Policromados,foram emitidos 6 milhões de selos de 5 cts, 6 milhões de selos de 10 cts, 6 milhões de selos de 20 cts,5 milhões de selos de 30 cts, 4 milhões de selos de 40 cts, 5 milhões de selos de 50 cts, 8 milhões de
selos de 1 Ag, 3 milhões de selos de 1,50 Ags, 8 milhões de selos de 2 Ags, 2 milhões de selos de 2,30Ags, 3 milhões de selos de 2,50 Ags, 3 milhões de selos de 3 Ags, 2,5 milhões de selos de 3,50 Ags, 2,5 milhões de selos de 4 Ags, 2,5 milhões de selos de 5 Ags, 800 mil selos de 7 Ags, 800 mil selos de 10Ags, 700 mil selos de 12,50 Ags, 700 mil selos de 15 Ags, e 500 mil selos de 20 Ags. 
FAUNA ANGOLANA – Toda a Província de Angola é rica na sua fauna, sendo um dos territórios de maiorvalor cinegético. Nele se encontram grandes mamíferos, bovinos, grandes carnívoros, pequenos carnívoros, grandes antílopes, médios e pequenos antílopes, porcos bravos, equídeos, macacos, répteis, aves,etc.. Alem de grande variedade e quantidade de animais selvagens, possui Angola espécies consideradasraras como sejam o gorila e o chimpanzé, e uma espécie única “Palanca Preta” ou “Palanca Gigante” que
só habita a região compreendida entre os rios Cuango e Luando e está reduzida a algumas centenas decabeças. O Sul de Angola até ao paralelo 14 é, sensivelmente, a zona mais rica em fauna da Província,existindo no entanto algumas espécies no Norte. Os mais corpulentos animais selvagens existentes em Angola estão representados na presente emissão de selos, e são (por ordem de taxas na série): Leopardo, palanca, elefante, gunga, crocodilo, impala, zebra, sotatonga, rinoceronte, guelengue, leão, búfalo, cabrade leque, gnu, vaca do mato, facochero, burro do mato, hipopótamo, ungiri, e girafa.

1951 – Aves Indígenas
As aves em suas cores naturais. Impressão em heliogravura, por Courvoisier S. A., de La Chaux-de-FondsSuiça, sobre papel porcelana entremeado de fios de seda azuis e vermelhos, em folhas de 100 selos com denteado 11,5. Foram emitidos 1,5 milhões de selos de 5 cts cinzento azul e preto, 1,5 milhões de selos de 10 cts castanho e azul esverdeado, 1,2 milhões de selos de 15 cts castanho e rosa, 1 milhão de selos de 20 cts castanho amarelo e amarelo, 4 milhões de selos de 50 cts preto e cinzento azul, 3 milhões de selos de 1 Ag sépia e cinzento violeta, 1 milhão de selos de 1,5 Ags preto cinzento e creme, 1 milhão de selos de 2 Ags castanho e bistre, 1,5 milhões de selos de 2,5 Ags castanho e cinzento azul, 1 milhão de selos de 3 Ags ardósia e amarelo, 1 milhão de selos de 3,5 Ags preto e cinzento, 400 mil selos de 4 Ags castanho e cinzento, 200 mil selos de 4,5 Ags preto e violeta claro, 460 mil selos de 5 Ags azul e verde, 200 mil selos de 6 Ags castanho e azul claro, 200 mil selos de 7 Ags preto e laranja, 200 mil selos de 10 Ags sépia e lilás rosa, 140 mil selos de 12,5 Ags castanho e verde azeitona, 140 mil selos de 15 Ags preto e amarelo esverdeado, 100 mil selos de 20 Ags preto e ocre, 80 mil selos de 25 Ags preto e rosa, 80 mil selos de 30 Ags azul escuro castanho e ocre, 60 mil selos de 40 Ags sépia e amarelo, e 40 mil selos de
50 Ags verde azul e castanho. A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
AVES – Animais vertebrados, ovíparos, de respiração pulmonar, sangue quente, pele coberta de penas, com os membros anteriores transformados em asas. São conhecidas mais de 10.000 espécies de aves.
Na Província de Angola contam-se mais de 500 espécies diferentes, algumas das quais foram retratadas na presente série de selos: (.05) falcão, (.10) gaio azul, (.15) águia, (.20) abelharuco, gralha, milheirós, (.50) cerilo, (1.) bucaradão, ave trepadora, (1.50) bico aberto, (2.00) buco, calau, (2.50) talha-mar ou bico rasteiro, (3.00) açôr, (3.50) abetarda real, (4.00) papa-figos, clérigo, (4.50) urolistes, (5.00) quine, janjo, (6.00) estorninho de cauda em cunha, (7.00) família dos conirrostrus, (10.) pica-peixes, (12.50) família
passariforme, (15.00) estorninho de asa branca, (20.00) família passariforme, (25.00) família passariforme, (30.00) tanagrédia, (40.00) serpentário, (50.00) papagaio pequeno





A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
1957 – Emissão «Tipos Indígenas»
Desenhos de Neves e Sousa, representando doze diferentes tipos indígenas da Província de Angola.
Impressão em helio gravura por Courvoisier S. A., Suiça, sobre papel porcelana entremeado de fios de sêda azuis e vermelhos, em folhas de 100 selos com denteado 11,5. Foram emitidos 4 milhões de selos de $05 cinzento e castanho, 4 milhões de selos de $10 oca e castanho, 3 milhões de selos de $15 verde azul e castanho, 3 milhões de selos de $20 lilás rosa e castanho, 2 milhões de selos de $30 rosa castanho e amarelo, 2 milhões de selos de $40 cinzento azul e castanho, 1 milhão de selos de $50 verde azeitona e castanho, 1 milhão de selos de $80 violeta castanho e amarelo, 1 milhão de selos de 1$50 bistre castanho e vermelho, 1 milhão de selos de 2$50 verde castanho e azul, 1 milhão de selos de 4$00 amarelo laranja e castanho, e 1 milhão de selos de 10$00 rosa e castanho.

TIPOS INDÍGENAS DE ANGOLA – A população indígena de Angola, de cerca de quatro milhões de indivíduos, é formada por uma grande diversidade de tribos, das quais poderemos destacar na Região de Noroeste – lungos, congos, cabindas, mussorongos, moxicongos, mahungos, dembos, mussulos, bangalas, jingas e songos; na Região de Lunda – muxinjes, macossas, minungos, e quiocos; na Região do Centro Ocidental – mossumbos, libolos, seles, quissamas, mondombes, andulos, bananos e bailundos; na Região do Centro Oriental – lobales, luenas, luchazes e ambuelas; na Região Sudoeste – munhanecas, muhimbes, muncumbis, cuanhamas, evales, munhingas, ovampos e ambuelas-mambundas. Estão representados na presente série de selos, os TIPOS INDÍGENAS: Soba de Quelamalange, Flautista do Andulo (Bié), Dembos (Luanda), Dançarino Quissama (Baixo Quanza), Casal da Quibala (Novo Redondo),
Dançarina do Bocoio (Benguela), Mulher Quissama (Baixo Quanza), Mulher Cuanhama (Huíla), Mulher de luto (Luanda), Dançarino do Bocoio (Benguela), Muquixe (Mosico), e Soba de Cabinda.


Neves e Sousa desenhou a colecção de selos de 1957 sobre Tipos Indígenas de Angola.
Texto de Miguel Anacoreta Correia, que foi o coordenador do lançamento do livro e a imagem dos doze selos da colecção:
Descrição de cada selo
O selo de $05 representa um soba de Malange, com o seu barrete em forma de chifres, mais ou menos longos, consoante a sua dignidade e hierarquia. O selo de $10 mostra um tocador de flauta do planalto do Bié. O selo de $15 representa trajes característicos da Região dos Dembos. O selo de $20 representa um bailarino Quiçama, da região do Kwanza, armado dum “javite” (pequeno machado) e de um rabo de antílope que agita num ritual, simbolizando a caça antes e depois de abatida. O selo de $30 mostra um casal da Região do Bailundo, com os seus trajes característicos. O selo de $40 representa um dançarino do Bocoio, região próxima do Lobito. O selo de $50 mostra uma mulher Quiçama, habitante do que era uma rica região de caça a poucas dezenas de quilómetros de Luanda. O selo de $80 mostra uma orgulhosa mulher kwanhama. O selo de 1$50 representa uma mulher de luto de Luanda. Está envolta nos seus panos pretos e na cabeça usa uma espécie de turbante, sustentado por um canudo de cartão, que segura na cabeça e é coberto pelo pano. É uma indumentária em regressão. O selo de 2$50 representa um bailarino da região do Bocoio, com frutos secos nas mãos, e cujo chocalhar das sementes marca o ritmo da dança. O selo de 4$00 representa um muquíxi do Moxico, com a máscara que é usada em certas cerimónias em que esconjura os maus espíritos. Finalmente, o selo de 10$00 mostra um soba de Cabinda.



A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
1961 – Emissão «Tipos Femininos de Angola»
Reproduções retratando 16 diferentes tipos femininos da Província de Angola. Impressão litográfica da Casa da Moeda sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 13,5. Policromados, foram emitidos 6 milhões de selos de $10, 5 milhões de selos de $15, 4 milhões de selos de $30, 2,5 milhões de selos de $40, 2 milhões de selos de $60, 5 milhões de selos de 1$50, 2 milhões de selos de 2$00,
5 milhões de selos de 2$50, 500 mil selos de 3$00, 500 mil selos de 4$00, 1 milhão de selos de 5$00, 500 mil selos de 7$50, 250 mil selos de 10$00, 250 mil selos de 15$00, 250 mil selos de 25$00, e 250 mil selos de 50$00.
TIPOS INDÍGENAS DE ANGOLA – A população indígena de Angola, de cerca de quatro milhões de indivíduos, é formada por uma grande diversidade de raças, das quais poderemos destacar na Região de Noroeste – lungos, congos, cabindas, mussorongos, moxicongos, mahungos, dembos, mussulos, bangalas, jingas e songos; na Região de Lunda – muxinjes, macossas, minungos, e quiocos; na Região do Centro Ocidental – mossumbos, libolos, seles, quissamas, mondombes, andulos, bananos e bailundos; na Região do Centro Oriental – lobales, luenas, luchazes e ambuelas; na Região Sudoeste – munhanecas, muhimbes, muncumbis, cuanhamas, evales, munhingas, ovampos e ambuelas-mambundas. Estão representados na presente série de selos, os TIPOS INDÍGENAS: Soba de Quelamalange, Flautista do Andulo (Bié), Dembos (Luanda), Dançarino Quissama (Baixo Quanza), Casal da Quibala (Novo Redondo),
Dançarina do Bocoio (Benguela), Mulher Quissama (Baixo Quanza), Mulher Cuanhama (Huíla), Mulher de luto (Luanda), Dançarino do Bocoio (Benguela), Muquixe (Mosico), e Soba de Cabinda.

A n g o l a
Concepção e texto de Carlos Kullberg
1938 – Emissão Comemorativa da Primeira Viagem Presidencial ao Ultramar
Desenho representando o “Padrão de S. Jorge”, em gravura a talhe doce por Bradbury, Wilkinson & Cª. Ltd. de Londres, com impressão sobre papel liso em folhas de 100 selos com denteado 12,5. Emitidos selos de 80 cts verde esmeralda, 1,75 Ags azul escuro, e 20 Ags castanho vermelho. Circularam de 29 de Julho a 29 de Outubro de 1938.
PADRÃO – Pedrão ou pedra grande – Monumento que os descobridores portugueses levantavam nas terras que descobriam, assinalando a soberania da coroa portuguesa. Por ocasião da Primeira Viagem Presidencial às Colónias de S. Tomé e Angola, feita pelo Presidente Carmona, foi levantado na foz do Rio Zaire, um padrão que é cópia fiel do Padrão de S. Jorge que em 1482 ali havia sido colocado por Diogo Cão (ver biografia na emissão de Portugal, 1945).




 
 
1963 – Emissão «Igrejas de Angola»
Gravuras, representando dezoito das igrejas de Angola. Impressão litográfica da Litografia Nacional, Porto,sobre papel esmalte, em folhas de 50 selos com denteado 14. Foram emitidos com as igrejas nas suas cores naturais, 2,5 milhões de selos de $10 lilás, 2 milhões de selos de $20 rosa, 2 milhões de selos de$30 azul, 1,5 milhões de selos de $40 rosa-castanho, 1 milhão de selos de $50 verde-azul, 600 mil selosde 1$ amarelo-claro, 500 mil selos de 1$50 azul-lilás, 500 mil selos de 2$ amarelo-torrado, 1 milhão de selos de 2$50 azul-claro, 400 mil selos de 3$ castanho-claro, 400 mil selos de 3$50 verde-oliva, 400 mil selos de 4$ castanho-claro, 400 mil selos de 4$50 azul-claro, 400 mil selos de 5$ castanho-cinzento, 350mil selos de 7$50 rosa-claro, 350 mil selos de 10$ amarelo, 350 mil selos de 12$50 castanho, e 350 milselos de 15$ lilás
IGREJA – Templo destinado à celebração de um culto cristão. A arquitectura interior das igrejas obedece a divisões comuns que são: Pórtico, nave principal, naves laterais, cruzeiro, coro, colaterais, santuário,altar-mor, e abside. A arquitectura exterior dos muitos templos é diversa, e obedecendo geralmente aos estilos das diferentes épocas. A primeira igreja edificada em Angola, foi a Ermida de N. S da Nazaré, em Luanda 1664 (ver descrição na emissão de 1948






da riquíssima fauna angolana, espécies que figuram nesta série de 1953. “Os mais corpulentos animais selvagens existentes em Angola estão representados na presente emissão de selos, e são (por ordem de taxas na série): Leopardo, palanca, elefante, gunga, crocodilo, impala, zebra, sitatonga, rinoceronte, guelengue, leão, búfalo, cabra de leque, gnu, vaca do mato, facochero, burro do mato, hipopótamo, ungiri e girafa”, enumera o filatelista Carlos Kullberg, em Selos de Angola e Congo (1870-1974)
  
 

 
 
 
 
 




selos de Angola (Angola e Congo ) 1870 a 1975