domingo, 19 de dezembro de 2010

" Duarte Pacheco Pereira "

Texto de Duarte Pacheco Pereira


Texto de Duarte Pacheco Pereira sobre suas descobertas na América do Sul em 1498 (2 anos antes de Cabral), tendo viajado até 28º 30' S (próximo ao Cabo de Santa Marta Grande).


Retirado do livro: Grandes Viagens Portuguesas de Descobrimento e Expansão — Junta das Missões Geográficas e de Investigações do Ultramar — Ministério do Ultramar — Portugal — 1951

Duarte Pacheco Pereira Duarte Pacheco Pereira (Lisboa, 1460 — 1533)

Foi um navegador, militar e cosmógrafo português. Filho de João Pacheco e Isabel Pereira nasceu em Lisboa (afirma-se ainda que em Santarém) em 1460. Em 1455 encontra-se Duarte Pacheco letrado, recebendo uma bolsa de estudos do monarca. Cavaleiro da casa de D. João II, contrariamente à tradição é pouco provável que tenha ido em 1482 a São Jorge da Mina, onde Diogo de Azambuja iniciava a construção do Feitoria de São Jorge da Mina. De acordo com a obra Décadas da Ásia, do cronista João de Barros, na viagem de retorno do cabo da Boa Esperança, em 1488, Bartolomeu Dias, encontrou-o gravemente doente na ilha do Príncipe e levou-o para Portugal. Reconhecido geógrafo e cosmógrafo, em 1490 viveu em Lisboa da pensão real a que o seu título lhe dava direito. Em 7 de Junho de 1494 assinou, na "qualidade de contínuo da casa do senhor rei de Portugal", o Tratado de Tordesilhas. Em 1498 D. Manuel I encarregou-o de uma expedição secreta, organizada com o objectivo de reconhecer as zonas situadas para além da linha de demarcação de Tordesilhas, expedição que, partindo do Arquipélago de Cabo Verde, se acredita teria culminado com o descobrimento do Brasil, em algum ponto da costa entre o Maranhão e o Pará, entre os meses de Novembro e Dezembro desse mesmo ano. Dali, teria acompanhado a costa Norte, alcançando a foz do rio Amazonas e a ilha do Marajó. Em relação ao descobrimento do Brasil ou da eventual exploração das falsas Antilhas (Caraíbas) e parte da América do Norte, tendo em conta as revelações cartográficas contidas no Planisfério de Cantino, o autor apresenta informações no segundo capítulo da primeira parte. 
Resumidamente, o trecho relata: "Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados." É, assim, o primeiro roteiro de navegação portuguesa a mencionar a costa do Brasil e a abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata), nela existente. 
No Atlântico Sul, entre as ilhas oceânicas, apresenta, com suas "ladezas" (latitudes) conhecidas à época: A ilha de Sam Lourenço (ilha de Fernando de Noronha); A ilha d'Acensam (ilha da Trindade); A ilha de S. Crara (ilha de Santana, ao largo de Macaé) e o cabo Frio.
Em 1503 comandou a nau Espírito Santo, integrante da esquadra de Afonso de Albuquerque à Índia. Ali guarneceu a Fortaleza de Cochim com 150 homens e alguns indianos onde sustentou vitorioso o cerco do Samorim de Calecute que dispunha de 50.000 homens. Tendo exercido os cargos de Capitão-general da Armada de Calecute e de Vice-rei e Governador do Malabar na Índia, retornou a Lisboa em 1505 quando foi recebido em grande triunfo. Em Lisboa e em todo o lado os seus feitos da Índia foram divulgados e um relato dos mesmos foi enviado ao Papa e a outros reis da cristandade. Foi como uma espécie de herói internacional que, nesse ano iniciou a redacção do Esmeraldo de situ orbis, obra que ele interrompeu nos primeiros meses de 1508. Nesse ano foi encarregado pelo soberano de dar caça ao corsário francês Mondragon que actuava entre os Açores e a costa portuguesa, onde atacava as naus vindas da Índia. Duarte Pacheco localiza-o, em 1509, ao largo do cabo Finisterra, onde o derrotou e capturou. Em 1511 comandou uma frota enviada em socorro a Tânger, sob cerco das forças do Rei de Fez. Desposou no ano seguinte a Dona Antónia de Albuquerque que recebe do Rei um dote de 120.000 reais, que lhe será entregue em fracções, até 1515. Em 1519 foi nomeado capitão e governador de São Jorge da Mina, onde serviu até 1522. Veio sob prisão para Portugal por ordem de D. João III pela acusação de contrabando de ouro, embora actualmente ainda não se conheçam os reais motivos de tal decisão do monarca. Quando libertado por ordem do Rei, recebeu 300 cruzados a título de parte de pagamento por jóias que tinha trazido de São Jorge da Mina e havia confiado à Casa da Mina para serem fundidas. Faleceu nos primeiros meses de 1533 e, pouco depois, o monarca concedeu a seu filho, João Fernandes Pacheco, uma pensão anual de 20.000 reais. Como as pensões reais frequentemente eram pagas com atraso, mãe e filho passaram dificuldades, o que os levou a recorrer a um empréstimo. A lenda de Duarte Pacheco Pereira desenvolveu-se após a sua morte. Luís de Camões, n'Os Lusíadas chama-lhe fortíssimo e Grão Pacheco Aquiles Lusitano. Mais tarde, no século XVII, Jacinto Cordeiro consagrou-lhe duas comédias bastante longas em castelhano e, Vicente Cerqueira Doce, um poema em dez cantos, de que se perdeu o rasto. De acordo com um de seus mais importantes biógrafos, o historiador português Joaquim Barradas de Carvalho, que viveu exilado no Brasil na década de 1960, Duarte Pacheco foi um génio comparável a Leonardo da Vinci. Com a antecipação de mais de dois séculos, o cosmógrafo foi o responsável pelo cálculo do valor do grau de meridiano com uma margem de erro de apenas 4%. Morte no Mar Na época dos Descobrimentos as viagens marítimas eram de grande risco. De facto, as estatísticas desta época eram terríveis para quem procurava a aventura saindo de Portugal. Em média menos de metade regressavam. As causas da sua morte eram várias desde os naufrágios por causas climatéricas e dificuldades marítimas, passando por causas bélicas. Não raras vezes os homens que saiam de Portugal em busca de ganhar a sua fortuna acabavam por participar em guerras como mercenários muito bem pagos perecendo não raras vezes nos campos de batalha. Será necessário não esquecer ainda o contacto com doenças tropicais para as quais os europeus e a sua medicina primitiva não estavam de todo preparados. Por fim, um pequeno número prosperava e muitas vezes não regressava ao país natal. Mas os perigos e a Apontamentos: Escudo 166 frequência dos naufrágios seriam com certeza traumatizantes, sendo que o maior poeta deste período chegou a sofrer um e descreveu no canto X do seu poema Os Lusíadas: “Vêm do naufrágio triste e miserando, Dos procelosos baxos escapados, Das fomes, dos perigos grandes, quando Será o injusto mando executado” Fernão Mendes Pinto na sua narração descreve vários episódios de naufrágios dos quais conseguiu sobreviver miraculosamente, também é um bom exemplo deste constante perigo.


" mapa-múndi de Fra Mauro de 1459"

 cópia do original mapa mundi de Fra Mauro de 1459

Uma cópia de uma versão do mapa mundi de Fra Mauro
João G. Ramalho Fialho

Quem foi Fra Mauro?!

Foi monge dos Camaldulenses em Veneza, no Mosteiro de S. Michele de Murano. Aí desenvolveu o seu trabalho de cartógrafo (temos notícia de em 1443 estar a elaborar um mapa da Istria), chegando mesmo a deixar discípulos importantes, como é o caso de Andrea Bianco.
É comumente considerado o melhor cartógrafo erudito medieval, pode-se dizer que apenas se encontra num estádio de maior avanço técnico e científico de muitos anteriores. A sua obra situar-se-á assim num momento de transição entre a Idade Média e a cartografia do Renascimento.
A cartografia medieval, de um modo geral até ao século XIV, era basicamente esquemática e simbólica, sendo os seus mapas conhecidos por T–O, pois o mundo era apresentado por um círculo, em que no seu interior o T, formado por três rios, divide a Ásia, ao cimo, a Europa e a África, em baixo. Jerusalém situava-se quase sempre no centro.
Este tipo de esquema vai-se tornando cada vez mais complexo e começa a surgir o Mediterrâneo mais ou menos correctamente representado, assim como as informações e legendas de carácter económico ou social se vão multiplicando pelos vários continentes representados.
Ora, o planisfério de Fra Mauro é profícuo em tais características, o que leva a considerar que o seu autor represente o culminar deste tipo de cartografia, como já dissemos.
O Planisfério de Fra Mauro, terminado em 1459, foi uma encomenda do Rei de Portugal, D. Afonso V.
Sobre o seu pagamento há alguns documentos na Torre do Tombo e no Arquivo de Murano. Em Lisboa existe uma carta de quitação (Chancelaria de D. Afonso V, Lv. 1, fl.2) onde está inscrita a verba de 30 ducados para pagar aos pintores do mapa de Veneza.
Em Murano aparecem 3 assentamentos relativos a pagamentos. Um de 28 ducados, de 8-II-1457, e outros dois de 1459 (17 de Março e 24 de Abril), um refere 2 ducados, e o outro afirma que o mapa está pronto.
Veja-se agora as principais características de tão famoso mapa-mundo. As suas dimensões são bastante grandes, com 196 cm de diâmetro, ainda o podemos considerar um T-O, com a forma circular e um oceano a toda a volta, invulgarmente está orientado para Sul, ou seja o topo do mapa corresponde ao Sul, ou ao fim de África, o que David Woodward considera ser influência árabe.
Relativamente ao centro temos o Mediterrâneo que está mais ou menos correcto, o que se deverá à influência dos portulanos e das informações de Ptolomeu.
Os desenhos da Ásia, embora incorrectos, aparecendo bastante maior do que na realidade (outro dado de Ptolomeu), têm importantes legendas e informações de carácter comercial.
Estas devem-se aos escritos de Marco Polo, que influenciam bastante o cartógrafo. Assim, aparecem referenciados o Cataio, o Cipango e a Insulíndia descrita por Polo. Na China aparecem os vários «reinos» e indicações acerca da Rota da Seda.
Outra zona a que Fra Mauro atribui bastante importância é a da costa oriental de África, o Índico em geral, embora a Índia esteja bastante mal representada.
Isto deve-se às fontes que utilizou, as informações dos comerciantes e viajantes árabes. Assim, interessa-se bastante pelo comércio e navegação dos muçulmanos até Sofala. Será este conjunto de informações que o levará a pensar que o Índico não é um mar fechado, é por isso que representa a África, a Sul, desligada de qualquer continente.
Ora, tal facto é bastante importante, pois como o mapa se destinou a Portugal, será bem provável que a ele se tenha devido o plano de atingir a Índia das especiarias através da Costa Ocidental Africana, não apenas o reino de Preste João.
Outro dado importante deste Planisfério é a referência às viagens portuguesas, principalmente ao Golfo da Guiné.
Diz que a exploração daquela zona se deve ao Rei de Portugal, que recebeu cópias de cartas portuguesas com as novas informações geográficas. Tais dados levam Fra Mauro a afirmar, ao contrário de Ptolomeu e outros autores que a navegação e sobrevivência nas zonas tórridas era possível.
Assim se verifica a importância deste Planisfério, pois mostra aspectos da cartografia medieval tradicional, que tenta conjugar com os novos dados da observação das viagens que os portugueses e outros iam fazendo.
Biografia: Introdução à História dos Descobrimentos Portugueses, 4ª Ed., Mem Martins, Europa-América, [s.d.]. CORTESÃO, Armando, Cartografia e Cartógrafos Portugueses dos séculos XV e XVI. (Contribuição para um estudo completo), vol.1, Lisboa, Seara Nova, 1935. IDEM, História da Cartografia Portuguesa, 2 vols., Lisboa, Coimbra, Junta de Investigações do Ultramar/ 1969-1970. GONÇALVES, Júlio, Motivos Portugueses no Planisfério de Fra-Mauro, Lisboa, Aca-demia das Ciências, 1961. NORDENSKIÖLD, A. E., Periplus. An Essay on the Early History of Charts and Saling-directions, Estocolmo, P. A. Norstodt & Söner, 1897. WOODWARD, David, HARLEY, J. B., The history of Cartography. Volume One. Cartography in Prehistoric Ancient and Medieval Europe and the Mediterranean, Chicago/Londres, The University of Chicago Press, 1987.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

" Pedra de Dighton, Colombo Português, descoberta da Austrália por um Português"


Por Manuel Luciano da Silva, Médico

Infelizmente ainda continuam a existir várias dezenas de acontecimentos e personalidades históricas de Portugal que nunca foram pesquisadas nem diagnosticadas -- com a técnica de autópsias -- porque os chamados historiadores universitários preferem manter um estado de controvérsia para poderem usar mais paleio nas suas aulas e assim impressionar os seus alunos, revelando-se que são realmente sabichões!
Estes professores são autênticos renegados da História de Portugal! Vamos encontrar a maior concentração de historiadores renegados nas Universidades Nacionais Portuguesas, porque ganham o mesmo, não investigando NADA!
Há mais de 40 anos nas minhas viagens a Portugal, a primeira coisa que eu fazia era ir às livrarias e procurar livros escritos pelos vários historiadores de Portugal que tratassem dos Descobrimentos Portugueses. E gastei muita “massa” neste projecto!
Em pouco tempo apercebi-me que esses livros foram escritos por historiadores que usaram uma grande variedade de adjectivos diferentes, não apresentando NADA de novo, mas todos eles tiveram o cuidado de emitir as suas “doutas opiniões” renegando os protagonistas ou os feitos históricos.
Estes historiadores renegados não sabem fazer uma REFUTAÇÃO porque não sabem procurar, nem analisar, nem fazer uma autópsia a um documento ou a um monumento. Porquê? Porque estes historiadores renegados não saiem da sua universidade nem da biblioteca em sua casa, para se deslocar, irem aos locais onde se encontram os dados históricos e examiná-los com as técnicas científicas modernas.
Apenas três exemplos:
Vou citar apenas três casos históricos que têm sido e continuam a ser renegados pelos chamados grandes historiadores de Portugal.
(1) As inscrições portuguesas gravadas na Pedra de Dighton pelo navegador Miguel Corte Real em 1511.
(2) A Portugalidade do Navegador Cristóvão Colon, ou Colombo.
(3) A Descoberta da Austrália pelo Navegador Cristóvão de Mendonça em 1522.
Nós, Médicos, ao ensinarmos Medicina apresentamos o doente em frente da classe para os alunos fazerem perguntas ao doente sobre os sinais e sintomas e depois discutimos todos juntos o diagnóstico e o tratamento da doença.
É assim que se deve ensinar. Era assim que os Professores de História deviam também fazer. Apresentar directamente aos alunos a matéria a ser diagnosticada e deixar os alunos refutar ou concordar com o diagnóstico corrente.
Todos os alunos se devem envolver para que a aprendizagem seja muito mais proveitosa. A atitude de “Magister dixit” era usada no tempo da Idade Média. Agora, nos tempos modernos, isso está fora de moda!
Para se fazer o diagnóstico das inscrições gravadas na Pedra de Dighton é preciso usar-se as técnicas da Arqueologia e mais especificamente as técnicas da Epigrafia.
As inscrições gravadas na Pedra é que são a prova irrefutável do diagnóstico. Não é qualquer pergaminho que possa existir em Portugal.
Mas até à data (2010) ainda NÃO veio NENHUM historiador especifico universitário de Portugal examinar no local a face da Pedra de Dighton que agora está protegida dentro dum museu, em Berkley, Massachusetts, E. U. A.
Como é que podem fazer o diagnóstico correcto das inscrições a mais de três mil milhas de distância? Isso é ser um profissional desonesto!

As inscrições da Pedra de Dighton são muito simples. Constam de:

(1) Nome do Capitão, Miguel Corte Real, ao centro
(2) Os Escudos Nacionais Portugueses em forma de “U” e “V”
(3) Quatro Cruzes da Ordem de Cristo com extremidades em 45º.
(4) Data de 1S11 com o algarismo em formato de um S maiúsculo.

Colombo Português

Os historiadores renegados de Portugal ainda andam mais assanhados com este tema do Navegador Cristóvão Colon ou Colombo ser Português. Porquê? Eles aprenderam erradamente que este navegador nasceu em Génova e depois passaram anos a ensinar a mesma asneira.
Muitos destes historiadores renegados escrevem livros e artigos a defender a teoria que ele nasceu em Génova e alguns chegaram até a receber prémios do Governo Italiano e claro que agora não têm “cojones” para admitir que o que têm estado a ensinar aos seus alunos está errado! Nós em medicina mudamos de diagnóstico sem acanhamento nenhum, porque queremos o bem do doente, queremos curar o doente.
Não tomamos uma atitude “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, como acontece com os historiadores! Para se fazer o diagnóstico científico da Portugalidade do Navegador Cristóvão Colon, é muito fácil se examinarmos os documentos coevos sem inventarmos fantasias baseadas na cabala ou imagens em espelho! Basta concentrarmo-nos nos seguintes dados:
(1) Duas Bulas Papais de 3 e 4 de Maio de 1493, que existem na Biblioteca do Vaticano, apresentando os seus textos totalmente escritos em latim, mas tendo o nome do Navegador escrito em português antigo ou seja: Cristofõm Colon.
(2) A Sigla do Navegador é muito simples se soubermos os significados da pontuação grega e certos termos próprios em latim e hebraico. Estas interpretações seriam um exercício fora do vulgar para todos os alunos de história.
(3) O Monograma do nome Salvador Fernandes Zarco
(4) A Bênção hebraica para o Filho Legítimo Diogo Colon
(5) O Brasão do Cristóvão Colon com as Quinas de Portugal
(6) Os 40 topónimos portugueses que o Navegador pôs a muitas ilhas das Caraíbas depois das quatro viagens que ele fez.
(7) Já se fizeram as análises do ADN em 477 homens oriundos de Espanha, do sul de França e do Norte de Itália, os quais assinaram os seus nomes testemunhando que eram descendentes directos do Navegador. Os resultados científicos provaram que NENHUM destes 477 IMPOSTORES tinha um cromossoma Y igual ao cromossoma Y do filho Fernando Colon e ao cromossoma Y do irmão Diogo Colon, (irmão do Navegador), os quais foram encontrados nos seus respectivos ossos preservados nos mausoléus na Catedral de Sevilha. Portanto já podemos concluir que baseados nos estudos científicos do ADN o Navegador Cristóvão Colon não podia ter sido italiano, nem francês, nem espanhol !!!
"a página de ouro do major Santos Ferreira"

por Manuel Luciano da Silva, Médico

Já perdi a conta ao número de horas que temos  gasto  eu e minha mulher a  analisarmos  os documentos e os  escritos sobre o navegador Cristóvão Colon, infelizmente mais conhecido por Colombo.
Finalmente encontramos a página número 3 do livro escrito pelo Major Santos Ferreira intitulado “Salvador Gonsalves Zarco (Cristóvão Colon)”  publicado  em Lisboa,  Portugal,  em 1930, um ano antes dele morrer!
A  página referida possui apenas  22 linhas! É uma maravilha de descoberta! É bem certo que as maiores descobertas da humanidade  são sempre as mais simples. Confirmamos este teorema  quando analisamos  as descobertas que  receberam os Prémios  Nobel da Física, da  Química e da Medicina.

O Major Santos Ferreira foi sempre um militar brioso, muito meticuloso.

Casou   com uma Senhora  inglesa ( Maria Stuart Hainsworth)  de quem aprendeu a pontuação anglo-saxónica e cultura inglesa, assim como a pontuação grega, que ele  veio a usar  para  poder fazer o diagnóstico correcto da  Sigla do Navegador.
Santos Ferreira  foi um investigador científico, arqueólogo, heraldista, (analisou 1800 brasões das famílias portuguesas),   polígrafo (escreveu sobre vários  assuntos),  traduziu a Bíblia  envolvendo-se profundamente  nas  culturas  e línguas  latina,  hebraica   e grega  e ainda analisou as bandeiras portuguesas.
Pedro Cardoso, um erudito,  disse dele:  Era um espírito de grande erudição, um intelectual de alto gabarito, que dedicou a  sua atenção à arqueologia, epigrafia, numismática, genealogia e história.  Foi hebraista e  interessou-se particularmente pelo  estudo das várias versões  da Bíblia na língua portuguesa” .
Eu considero o Major Santos Ferreira o maior erudito  conhecedor  da cultura e das línguas  latina,  hebraica e  grega para poder interpretar  correctamente a Sigla do Navegador  Cristóvão Colon.
Aqui está a Página  de Ouro do Major Santos Ferreira. Leia  e releia esta maravilha e medite profundamente.

O Major Santos Ferreira sabia muito bem ler os sinais de pontuação:

[ : ]  Lê-se  COLON
[ ; ]  Lê-se SEMI-COLON ou melhor  COLON
[ . / ]  Lê-se   VÍRGULA significando uma  ALTERNATIVA

Quem não souber ou não  quiser aceitar  esta informação  sobre a pontuação grega,  nunca mais poderá ter a satisfação  de compreender o diagnóstico certo da Sigla.


Aqui está a página de ouro

 O Major Santos Ferreira  nunca usou nenhum truque da cabala nem  de imagens invertidas em espelho! Ele analisou o que está escrito na própria Sigla, como se a Sigla fosse um "electrocardiograma"!   E assim conseguiu o diagnóstico certo!!!
Recomendamos ler agora  o artigo “Os Dez Mandamentos do Cristóvão Colon Português”.
Aqui está a chave para ler na internet  este  artigo completo:



A descoberta da Austrália por um Português!
Exemplo dum Mapa da Colectânea Vallard mostrando a Costa Oriental da Austrália

Não foram os historiadores renegados portugueses que descobriram que o Português Cristóvão de Mendonça, mandado pelo Rei D. Manuel I em 1522, foi à procura da “Ilha do Ouro”, chegando a dar a volta total ao continente australiano, registando toda a sua viagem em mapas coevos, com 120 topónimos portugueses, cujas cópias fazem parte da Colecção Vallard que está preservada na Biblioteca de Huntington em San Marino na Califórnia perto de Los Angeles, Estados Unidos da América.
Já foram escritos quatro livros por autores australianos -- dois em inglês e dois em português -- a afirmar que foi o Cristóvão de Mendonça que descobriu a Austrália 250 anos ANTES do inglês Francis Drake lá ter abordado.

Aqui estão os dados apresentados pelos dois autores australianos:
“The Secrete Discovery of Austrália” = “Descoberta Secreta da Austrália” pelo Advogado Kenneth McIntyre. Tradução da Fundação do Oriente. E o outro livro publicado na Austrália pelo jornalista cientifico Peter Trickett com o titulo de “Beyond Capricorn” – “Para além do Capricórnio” publicado já em Portugal.
Ambos estes livros apresentam dados arqueológicos:
(1) as ruínas dum Forte Português na Austrália;
(2) uma peça de chumbo usada pelos portugueses na pesca;
(3) uma peça de faiança portuguesa;
(4) um canhão português do século XVI e ainda;
(6) 15 mapas mostrando a costa marítima da Austrália com 120 topónimos portugueses.
Todos estes 15 mapas em pergaminho estão preservados numa caixa sem oxigénio na Biblioteca de Huntington, em San Marino na Califórnia, formando a famosa Colectânea de Vallard.
Os Historiadores Renegadores vão perder!

Não temos dúvida absolutamente nenhuma que os historiadores renegados de Portugal vão perder estas três batalhas:
(1) da Pedra de Dighton, (2) do Colombo Português e (3) da descoberta da Austrália por Cristóvão de Mendonça em 1522.
Entretanto é realmente uma pena que esta vitória final tarde a chegar porque quem continua a perder é Portugal!
Não vou mencionar aqui os nomes dos historiadores renegados porque eles não merecem essa consideração. Pela sua teimosia vão morrer e não vão deixar nome nenhum na História de Portugal !
O Almirante Teixeira da Mota, que foi um grande pesquisador da Cartografia Portuguesa, antes de morrer, foi o único que aplaudiu as pesquisas de Kenneth McIntyre concordando com a descoberta da Austrália pelo Português Mendonça.
Devemos lembrar que durante o reinado de D. Manuel I, conhecido como “Rei da Pimenta”, porque pagava mal aos cartógrafos que trabalhavam na Casa da Índia, 62 desses cartógrafos portugueses saíram de Portugal e foram trabalhar para a Espanha, França, Holanda e Inglaterra.
Muitos mapas portugueses que existem hoje no mundo foram feitos por esses cartógrafos que passaram a ser chamados de “Traidores”.
Com a destruição da Casa da Índia pelo Terramoto de 1755, hoje não teríamos a Colecção Vallard que foi feita na Escola Cartográfica de Dieppe, em França, pelos tais cartógrafos “Traidores” portugueses que abandonaram o Rei D. Manuel I.

Felizmente que a Colecção Vallard existe hoje para maior glória da História de Portugal! Com a confirmação da descoberta da Austrália por Cristóvão de Mendonça em 1522, podemos afirmar doravante que os navegadores portugueses descobriram o GLOBO TODO e não apenas dois terços!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

" histórias da ciência "



Produção Centro de Estudos da História das Ciências Naturais e da Saúde (CEHCNS) – Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral (IICBRC) / Culturgest

Com o apoio da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT).

Algumas pessoas querem saber tudo sobre a SIDA, e estão muito enervadas porque a gente ainda não acabou com ela.

Mas, entretanto, há outras pessoas, porventura mais sensatas, ou pelo menos mais sensíveis ao verdadeiro pulso do mundo, que já entraram na fase de fazer comícios contra as verbas e as energias gastas à volta do nosso flagelo moderno, perguntando por que é que já agora não se fazem os mesmos esforços com a malária, que mata muito mais gente.

No fim dos anos 70 estavam referenciados 120 milhões de casos. E a tendência, depois disso e até hoje mesmo, tem sido tudo menos regressiva. Claro, a malária grassa numa zona do Globo de que ninguém quer saber. E uma doença que não atinge os países ricos, mas sim os países pobres.

E não é nova, não é espectacular, por isso não tem grandes probabilidades de levar quem a estude e combata direitinho aos louros do Nobel. Ainda por cima, ao contrario da SIDA, não tem aquelas tórridas cotações pecaminosas que tornam tudo mais apetitoso.

À semelhança da SIDA, a malária pode contrair-se por uso de seringas infectadas que contenham sangue, ou por transfusões de sangue de dadores contaminados. Mas, depois destas duas, já não há mais pontes.

Longe da fumarada picante nos bares homossexuais da imaginação colectiva, o transmissor da malária é um mosquito, a fêmea, do género Anopheles.

E, quanto à novidade, estamos conversados: Hipocrates já tinha descrito a malária na sua catalogação dos vários tipos de febre, cinco séculos antes de Cristo, tornando-a uma das mais antigas infecções
conhecidas.

A sua entrada na América deve ter sido forçada pelas naus de Colombo, com os primeiros surtos epidémicos no Novo Mundo registados a partir de 1493. Olhem, foi troca por troca. A gente levou para lá a malária e em troca trouxe a síflis. Os moinhos de Deus moem devagar, mas moem finíssimo.

Depois de concluídas as Descobertas e contaminado o mundo inteiro, descobriu-se que a casca de uma árvore se mostrava muito activa contra a febre epidémica. No século XVII já se sabia purificar o quinino a partir dessa casca. Dois séculos mais tarde identificou-se o mosquito devastador.

Mas. Mesmo hoje. Mesmo com tudo compreendido. Mesmo com o quinino. Mesmo com a anemia fauciforme, uma doença que afecta algumas populações africanas das zonas com mais mosquitos, e faz os glóbulos vermelhos do sangue tornarem-se rididos e adquirem o aspecto característico de foice que deu o nome ao sintoma, e deixa os atingidos mais fracos mas simultaneamente mais resistentes à malária.

Mesmo com todas as defesas, espontâneas ou construídas, que o nosso novo milénio nos oferece, a febre antiquíssima está aí para lavar e durar. E, em muitos casos, para matar.

Na base da dificuldade de erradicação está o extraordinário sucesso adaptativo do organismo minúsculo, unicelular, que causa os estragos, e que montou um ciclo de vida com reprodução alternadamente sexuada e assexuada que lhe permite fazer face a quase tudo.


E um protozoário chamado plasmódio, que, no início da viagem fantástica, se encontra à espera de vez nas glândulas salivares da fêmea do mosquito.

Desce à noite sobre as planícies de África, e as fêmeas partem, aos milhares, para a caçada da noite. Sangue.

Ao morder o homem que se encontrava parado a beira da lagoa, a fêmea atravessou-lhe a pele com o seu aguilhão e injectou-lhe no fluxo sanguíneo um pouco de saliva, para que o precioso alimento, quente e nutritivo, não coagule enquanto ela o chupa. O homem nem deu por nada.

Mas a gota de saliva já seguiu o seu caminho pela circulação, e dentro dela vão os plasmódios, células cumpridas e irrequietas que só esperavam por isto. No sangue viajarão até atingirem o fígado, que é grande e bom, e lhes oferece o acolhimento ideal.

Aqui, ou no baço, podem ficar em repouso mais de 20 anos. Ou entrar logo em acção. Cada plasmódio infecta uma célula, e aqui dentro, alimentando-se dela, desata a copiar-se freneticamente a si próprio, numa reprodução que dispensa recombinação genética e se limita a replicar, uma vez e mais outra, o seu ADN muito simples.

Finalmente, sem dó nem piedade, o parasita multiplicado faz rebentar a sua hospedeira, e salta cá para fora às centenas.

Algumas das cópias vão parasitar novas células ali mesmo ao lado, para mais e mais se recopiarem.

Outras retomam a boleia do sangue, e vão fazer nos glóbulos vermelhos o que já tenham feito no fígado.

O cenário é agora outro, mas o enredo repete-se: alimentando-se dos nutrientes que não lhes eram destinados, os parasitas copiam-se e recopiam-se dentro das pobres células, fazem-nas rebentar, saem às centenas, parasitam novos glóbulos, e assim por diante numa escalada infernal.

O homem que foi mordido pela fêmea do mosquito não percebe o que se passa consigo, mas no seu sangue há milhões de células que morrem ao mesmo tempo, enquanto milhões de novos parasitas, pululando por divisão assexuada, lhes infestam a circulação.

Ele sente febre, arrepios, dores, uma prostração tremenda.

Lá dentro, os plasmódios antevêem a sua morte e preparam-se para sair depressa dali, como ratos abandonando o porão de um navio em apuros, porque sabem que de outra forma morrerão também.

Até agora, tudo era muito fácil, e a simples cópia bastava. Mas, para a longa jornada até às glândulas salivares de um novo mosquito, onde se encontrem em condições de ir infectar um novo hospedeiro, os perigos que espreitam os plasmódios são muitos e imprevisíveis.

Uma boa rodada de reprodução sexuada, com recombinação de genes e maiores possibilidades de diversificação, para fazer face às adversidades, parece agora mais conveniente. Vamos a isso, dizem os protozoários.

E eis que alguns de entre eles tomam configurações especiais, deformando o glóbulo vermelho sem no entanto o romperem. Vem outro mosquito, e de novo pica o pobre homem.

Chupa aquele sangue, com aquelas células.

Na viagem do estômago para o intestino, o glóbulo rebenta, e os plasmódios modificados que saem de lá de dentro revelam ser... duas espécies diferentes de células sexuais, umas grandes como os óvulos, outras ondulantes e finas como os espermatozóides!


No segredo do intestino estes dois tipos de células fundem-se, e recriam plasmódios inteiramente novos, agressivos e determinados como os progenitores antes deles.

São estes jovens que, por seu turno, infectam as células do intestino do mosquito, desatando a copiar-se como se não soubessem fazer mais nada na vida, rebentando por fim com as células que os acolheram e saindo cá para fora as centenas, até já serem em número suficiente para se irem armazenar nas glândulas salivares, esperando a nova picada, e a viagem para dentro de outro homem que esteja ao fim da tarde à beira de uma lagoa.

Em certas regiões de África e da Ásia, há hoje populações que se consideram potencialmente afectados por inteiro.

Último retoque: não é uma especial malevolência feminina o que tão definitivamente separa a culpabilidade entre os dois sexos do mosquito.

É que só as fêmeas do género se alimentam de sangue. Os machos, esses preferem dietas vegetarianas.

Dimorfismo trófico, chama-se esta diferença sexual de regimes alimentares. Entre os insectos, e muito frequente.

Gostaram? Durmam bem. E não se esqueçam de meter a “Resoquina” na mala.



"Clara Pinto Correia"